Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Viracopos. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Viracopos. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

12 de abril de 2011

Curiosidades: Vira-Copos origem do bairro, do nome(?) e outros

O cabeçalho de chamada para a publicação foi escrita de forma proposital. Como o assunto "Vira-Copos" está em discussão na imprensa e na sociedade campineira. Olhando para o passado nos jornais da década de 1940 e início de 1950 se escrevia "Vira-Copos".


Aproveitei a discussão para fazer uma pesquisa das origens do bairro "viracopos" e tudo mais. Veja no que achei em meus alfarrábios.


Primeira é uma matéria escrita em 1950 por Pelágio Lobo, à época velho integrante do jornalismo nacional e advogado. A outra matéria é de 1957 publicada pelo jornal Correio Popular.


Leia a mesma e tire suas conclusões quanto ao nome e tudo mais.


Procuro sempre chegar o mais próximo dos fatos; através de escritos. Para assim chegar mais próximo da "verdade histórica"


ViraCopos - Um pouco da historia do mesmo - Pelagio Lobo - 1951 1-5


ViraCopos - Um pouco da historia do mesmo - Pelagio Lobo - 1951 2-5


ViraCopos - Um pouco da historia do mesmo - Pelagio Lobo - 1951 3-5


ViraCopos - Um pouco da historia do mesmo - Pelagio Lobo - 1951 4-5


Veja a informação no último grande parágrafo acima; isto de quem vivenciou os fatos.


ViraCopos - Um pouco da historia do mesmo - Pelagio Lobo - 1951 5-5


ViraCopos - Povoado de Campinas - Set-1957 - 1-7


ViraCopos - Povoado de Campinas - Set-1957 - 2-7


ViraCopos - Povoado de Campinas - Set-1957 - 4-7


Acima o nonagentário em questão.


ViraCopos - Povoado de Campinas - Set-1957 - 5-7


ViraCopos - Povoado de Campinas - Set-1957 - 5a-7


Acima a torre em construção.


ViraCopos - Povoado de Campinas - Set-1957 - 6-7


ViraCopos - Povoado de Campinas - Set-1957 - 6a-7


ViraCopos - Povoado de Campinas - Set-1957 - 7-7

26 de março de 2011

Descaso com a História: Não à Mudança de Nome do Aeroporto Internacional de Viracopos

Existe um movimento político para a troca do nome do Aeroporto Internacional de Viracopos. Como protetor da memória histórica de Campinas sou contrário a esta mudança. O aeroporto já detém este nome a mais de 50 anos e é internacionalmente conhecido com este nome. Então para que mudar?

Caso concorde com esta minha proposição; "assine" os abaixo-assinados nos endereços abaixo:


Caso realmente se vá mudar o nome; que o faça para um campineiro nato e de reconhecimento internacional, sendo este: Antônio Carlos Gomes.


A história de Campinas agradece!

18 de janeiro de 2007

Curiosidades: 1945 a 1947 - Desapropriação do Aeroporto de Viracopos

Joaquim de Castro Tibiriçá, prefeito entre 1945 e 1947, desapropriou a área onde três décadas depois seria construído o aeroporto de Viracopos. Criou a Biblioteca Municipal e incentivou a industrialização no município.

4 de setembro de 2007

Personagem: Jornal Correio Popular - 80 anos

“Seremos na imprensa vigilantes fiscaes da administração pública e zeladores intransigentes do direito collectivo.” lema estampado na primeira edição do Correio Popular, sintetiza a principal missão desse veículo de comunicação.

JORNAL CORREIO POPULAR ATRAVÉS DOS TEMPOS

4 de setembro de 1927 - Surge o jornal Correio Popular, fundado por Álvaro Ribeiro, com apoio do irmão Antônio Joaquim Ribeiro Júnior e o sobrinho Ademar Fonseca Ribeiro.

13 de agosto de 1929 - Morte de Álvaro Ribeiro


Setembro de 1932 - Sofrendo as conseqüências da Revolução, mas disposto a se manter firme em seu papel informativo e ideal de defesa da sociedade, o Correio é redigido apenas por Aristides Lemos e Júlio Mariano nesse período.

30 de setembro de 1932 - A Redação do Correio deixa de funcionar pela primeira vez durante a Revolução Constitucionalista. Tudo porque sabia-se que, no dia seguinte, quando se esperava a entrada de tropas getulistas em Campinas, o agente distribuidor não iria pegar os exemplares do jornal.

1º de outubro de 1932 - Conforme o esperado, o Correio não circula nesse dia. Pela manhã, grupos getulistas tentam invadir a Redação, mas são impedidos pelo então gerente José de Oliveira Santos.

5 de outubro de 1932 - O Correio volta a circular, com uma edição de quatro páginas, tendo José de Oliveira Santos como redator-chefe interino. Nos dias seguintes, Aristides Lemos retorna à chefia editorial, sendo depois substituído pelo poeta e jornalista mineiro Moacir Chagas.

1938 - Correio Popular é vendido para Sylvino de Godoy
Março de 1938 - Constituída a Empresa Jornalística Correio Popular S/A, tendo Sylvino de Godoy na presidência.

23 de junho de 1941 - Inauguração do prédio do Correio Popular na esquina entre as ruas Conceição e Dr. Quirino.

1942 - Estréia da cronista Célia Siqueira Farjallat no Correio, com artigos sobre infância e educação publicados diariamente na página 4.

2 de setembro de 1943 - Luso Ventura é o novo redator-chefe do Correio, cargo que vai ocupar até 1960.

1949 - O presidente do Correio, Sylvino de Godoy, é premiado pela Sociedade Inter-Americana.

1956 - O Correio Popular entra em uma nova fase editorial, simbolizada pela segunda mudança em seu logotipo. Em janeiro, começa a funcionar a nova máquina impressora de fabricação alemã, com capacidade para imprimir até 40 páginas em cores. O jornal passa a circular com 12 páginas durante a semana e 16 aos domingos.

23 de novembro de 1961 - O Correio faz uma ampla cobertura do mais grave acidente aéreo já ocorrido em Campinas. Um jato Comet 4, das Aerolienas Argentinas, caiu logo depois de decolar do Aeroporto Internacional de Viracopos. Morreram 40 passageiros e quatro tripulantes. A maior parte dos passageiros saiu de Buenos Aires com destino a Nova York.

1964 - Luiz Gonzaga Horta Lisboa assume o cargo de redator-chefe do Correio, que vai ocupar até o final da década de 1970.

1967 - Lançamento no Correio da coluna Três Segundos, a primeira na imprensa brasileira dedicada ao basquete. É escrita por Walter Belenzani, sob o pseudônimo de Kaneka.

1969 - O presidente do Correio, Sylvino de Godoy, recebe o grande colar "Cândido Mariano Rondon" no grau de comendador.

15 de fevereiro de 1969 - O desfile do Correio Popular encerra o Carnaval daquele ano.

23 de abril de 1969 - O Correio amplia a campanha pela construção do Centro de Convivência Cultural (CCC), na Praça Imprensa Fluminense, no Cambuí.

1º de junho de 1969 - O Correio é um dos três únicos jornais do Brasil a noticiar a descoberta de um novo estado da matéria, conhecido como "bola de fogo", pelo físico César Lattes, radicado em Campinas para trabalhar na Unicamp.

21 de julho de 1969 - O Correio publica, em edição especial, material sobre a chegada do homem à Lua pela expedição Apolo.

3 de abril de 1970 - Falecimento de Sylvino de Godoy.

21 de março de 1971 - O Correio publica uma reportagem sobre o projeto, desenvolvido pela Unicamp, do primeiro computador brasileiro. A reportagem de Roberto de Godoy rendeu o primeiro Prêmio Esso de Jornalismo ao jornal.

6 de abril de 1982 - O Correio passa a ser impresso em off-set. Inauguração do Parque Gráfico na Avenida José de Souza Campos (Norte-Sul), onde passam a funcionar a Redação e o Setor Industrial, que antes estavam instalados no prédio da Rua Conceição, 124. Ali, continuam a funcionar a parte administrativa e comercial do jornal.

1987 - Terceira mudança no logotipo do Correio.

1989 - Criação da Grafcorp (empresa gráfica que realiza serviços de impressão a jornais de terceiros).

1990 - Começa uma ampla reestruturação da Redação do Correio, com a inauguração de novos serviços e contratação de profissionais de renome.

1991 - Aquisição de seis máquinas rotativas. Inauguração da sucursal de São Paulo, com o objetivo de aprimorar o atendimento a clientes e à cobertura jornalística. Início da impressão de fotos em cores. Lançamento da edição de segunda-feira. O jornal muda o seu logotipo, incorporando as serifas. Este é o quinto logotipo do Correio (anteriores em 1927, 1947, 1956 e 1987).

1992 - Implantação do projeto Correio Escola e do Departamento de Educação do Correio Popular. Início do processo de cadernalização do jornal. Recebimento do Prêmio International Media Awards, da União Católica Internacional de Imprensa, de Genebra, na Suíça, recebido pelo repórter do Correio José Pedro Martins.

18 de março de 1992 - Três escolas começam a receber diariamente o Correio, como parte do projeto Correio Escola, que objetiva a formação de alunos críticos.

6 de abril de 1992 - O Correio começa a circular às segundas-feiras

29 de novembro de 1992 - É lançado no Correio o Caderno C, com notícias culturais, serviços, variedades, crônicas e coluna social.

1993 - O Correio dá um salto de qualidade e inicia uma ampla reformulação técnica e mercadológica. Filia-se ao Instituto Verificador de Circulação (IVC). É criado o Departamento de Marketing. Implantação do Telecorreio, serviço de vendas de classificados por telefone. Criação de cadernos especais. Implantação do projeto Correio Universidade. Ampliação do Correio Escola, que passará a atingir 5,6 mil alunos até o final do ano.

Agosto de 1993 - Lançamento dos classificados por ordem alfabética, para facilitar a procura e a leitura.

1994 - Aquisição de mais três rotativas e um funil, passando para 11 unidades rotativas e duas dobradeiras. O jornal recebe Menção Honrosa no Prêmio Esso de Jornalismo deste ano pela sua cobertura da Copa do Mundo, nos EUA. Criação do projeto Gazeteiros, em parceria com a Prefeitura.

1995 - Aquisição de equipamento de troca automática de bobina, cola automática de papel, encarte automático e monitoramento eletrônico da distribuição dos jornais em bancas. Criação do DataCorp, instituto de pesquisas do Correio. Novo Prêmio International Media Awards, recebido pelo repórter José Pedro Martins. Prêmio Vladimir Herzog, na categoria Fotografia, para Nelson Chinalia, por uma foto sobre uma rebelião na Penitenciária de Hortolândia.

Março de 1995 - Filiação do Correio à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), nos Estados Unidos.

1996 - Substituição do sistema de transmissão via satélite por um totalmente digital. Fotojornalismo equipado com câmeras digitais de alta qualidade. Criação do CorreioNet, provedor de internet.

Fevereiro de 1996 - Entram em funcionamento as máquinas adquiridas da empresa norte-americana Enkel e da suíça Müller-Martine, ampliando consideravelmente a capacidade de produção industrial, pela possibilidade de troca de bobina de papel jornal sem a necessidade da paralisação das atividades da rotativa.

10 de setembro de 1996 - Compra do jornal Diário do Povo pelo Correio Popular.

13 de setembro de 1996 - Primeira edição do Diário do Povo sob responsabilidade dos novos administradores.

1997 - Conquista do segundo Prêmio Esso de Jornalismo, desta vez, na categoria "Melhor Contribuição à Imprensa" . Instalação de sistema que faz do Correio Popular o primeiro jornal a eliminar o papel nas transações com o mercado anunciante e que recebe anúncios via internet. A informatização da empresa atinge o seu mais alto grau até então, com a interligação interna e externa de todos os setores envolvidos no cotidiano do jornal.

1997 - Lançamento da Revista do Correio, edição dominical de variedades que é distribuída junto com o Correio. Criação da Rede Anhangüera de Comunicação (RAC). O Diário do Povo muda o seu logotipo e passa por uma ampla reformulação gráfica e editorial.

1997 - Inauguração do Cosmo On Line, portal de notícias pertencente à RAC.

1999 - A Redação do Correio Popular é transferida para o prédio da Rua Sete de Setembro, 189, na Vila Industrial.2000Lançamento do Prêmio Cidadão RAC, voltado para valorizar ações de responsabilidade social.

2001 - O Correio passa por mais uma reforma gráfica, que busca facilitar ainda mais a leitura do jornal. Em julho, a Revista do Correio é transformada na Revista Metrópole, com uma nova proposta gráfica e editorial.

12 de dezembro de 2001 - O terceiro Prêmio Esso de Jornalismo do Correio é concedido aos repórteres Marcelo Villa e Mário Rossit. A dupla vencedora na categoria Especial Interior realizou uma série de reportagens sobre uma grave contaminação causada pela antiga fábrica de pesticidas da Shell, na região do bairro Recanto dos Pássaros, em Paulínia.

2002 - São comemorados os dez anos do projeto Correio Escola, comemorados com o lançamento de um livro e a promoção de um Seminário Nacional sobre o Uso do Jornal em Sala de Aula.

Setembro de 2003 - O Correio passa a publicar semanalmente o Cenário XXI, uma página inteiramente dedicada a reportagens e novidades sobre ciência e tecnologia. O projeto rendeu diversas conquistas para o jornal. Entre elas, está o Prêmio CPFL de Jornalismo, em 2005, e o segundo lugar no Prêmio Docol/Ministério do Meio Ambiente, no mesmo ano.

2005 - O Correio passa pela sua mais recente reforma gráfica e editorial. Com o apoio técnico da empresa Cases y Associats, sediada em Barcelona e com atuação em mais de 20 países, o jornal valoriza conceitos que já haviam sendo aplicados desde 2001, como a maior interatividade com os leitores.

2006 - O Correio ganha o quarto Prêmio Esso de Jornalismo de sua história, na categoria "Especial Interior". A série de reportagens sobre os escândalos investigados pela CPI dos Sanguessugas na região de Campinas e outras cidades do Interior paulista - de autoria do repórter Fábio Gallacci, sob a coordenação do editor Ricardo Alécio - foi a vencedora.

4 de setembro de 2007 - O jornal Correio Popular completa 80 anos.

23 de novembro de 2008

Curiosidades: Desastre Aéreo em Campinas

Em 08 de outubro de 2006 o jornal Correio Popular publicava a reportagem relembrando o maior desastre ocorrido no Aeroporto Viracopos. Tal acidente ocorreu em 23 de novembro de 1961. Aqui publico em homenagem à memória dos mortos no evento.





Abaixo o participante da tragédia, "Robertão" como é conhecido. Filho de meu padrinho e padrinho de casamento deste mantenedor.


27 de junho de 2009

Efeméride: Alcides Ladislau Acosta - Aniversário de Nascimento

O homenageado em foto de 26 de junho de 2009, em evento da ABAL

Nasceu em Ponta Porã, MS, em 27 de junho de 1943, filho de Francisco Acosta e de Catalina Deolinda Rojas. Seu pai era radiotelegrafista da Comissão Brasileira Demarcadora de Limites, autarquia criada no Ministério das Relações Exteriores para realizar a demarcação de fronteiras do Brasil com os países limítrofes. Alcides tem uma irmã cirurgiã-dentista, Marilda Sheila Acosta, e um irmão, Luis Wagner Acosta, analista de sistemas, todos graduados na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Na PUC-Campinas Alcides cursou Direito, bacharelando-se em 1968, e também, Relações Públicas, concluído em 1983.

Tendo residido na cidade de Corumbá, MS, dos 4 anos até os 18 anos de idade, quando terminou o curso Científico no Colégio Estadual Maria Leite, Alcides decidiu continuar seus estudos em Campinas, SP, onde chegou em 6 de janeiro de 1963, uma manhã de céu azul e ensolarada, inscrevendo-se a seguir nos vestibulares da PUC-Campinas. Em vista de seu reconhecido pendor para as letras, uma vez que havia em Corumbá trabalhado como redator, locutor e repórter na Rádio Clube local, emissora de ondas médias, escolheu o curso de Letras Neolatinas, da antiga Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, na época tendo na reitoria o fundador, Monsenhor Emílio José Salim.

Ainda em seu tempo de universitário, Alcides Acosta trabalhou como locutor da Rádio Cultura de Campinas, nas organizações Irmãos Pedroso. E, em seguida, como redator e repórter do Correio Popular, onde ingressou em 1965. Permaneceu no Correio Popular até o final de 1969. Muitas matérias assinadas por Alcides mereceram o reconhecimento, especialmente na Câmara Municipal de Campinas, onde algumas obtiveram indicação do vereador Romeu Santini para constarem dos Anais do nosso Legislativo. Uma delas foi publicada no último dia em que os bondes circularam em Campinas, intitulada “Os Bondes Estão Chegando ao Final da Linha”. Realizou a cobertura jornalística das passeatas estudantis na Avenida Francisco Glicério, em 1967, na manifestação contra o AI-5 do governo de exceção da época; cobriu a visita da Rainha Elizabeth II, ao Instituto Agronômico de Campinas; e a visita a Campinas do Presidente Eduardo Frei, do Chile, a quem entrevistou no embarque no Aeroporto de Viracopos; entrevistou o ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda, o Professor de Física, Cesar Lattes, que chegava a Campinas para lecionar na UNICAMP, e o Reitor Zeferino Vaz. Realizou reportagens no lançamento das pedras fundamentais da Refinaria do Planalto, em Paulínia, e da UNICAMP, em Barão Geraldo, entre outras centenas de acontecimentos da cidade, entre 1965 e 1969, inclusive a implantação em 1966 do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, CCBEU, segunda escola de Inglês a funcionar em Campinas, onde chegou a integrar o Conselho Deliberativo da instituição, presidido pelo Dr. Maurício Lencastre. Anteriormente, existia somente a escola FISK e professores particulares dedicados ao ensino do Inglês.

Em 1972 foi convidado a integrar o corpo docente da nascente Faculdade de Jornalismo da Universidade Católica de Campinas, permanecendo até 1986 como professor titular das disciplinas Técnica de Jornais e Períodicos, Revisão e Diagramação e, ainda, de Jornalismo Empresarial.

Tendo iniciado sua vida profissional como radialista, na Rádio Clube de Corumbá, ZYX-29, aos 17 anos de idade, Alcides Acosta desenvolveu habilidades como comunicador social. No âmbito empresarial, integrou os departamentos de Comunicação de empresas internacionais, com subsidiárias em Campinas, como Equipamentos Clark Ltda. (hoje, Eaton), em Valinhos; 3M do Brasil, em Sumaré; Bendix, em Campinas; Compaq e Motorola Industrial, em Jaguariúna. A partir de 1993 passou a atuar na área de Segurança Patrimonial, integrada a Recursos Humanos. Nessa atividade, aperfeiçoou-se em treinamentos e cursos que freqüentou em Chicago, Illinois; Austin, Texas; em Miami e Fort Lauderdale, na Florida. Ministrou cursos de Gerenciamento de Crise na Argentina (Buenos Aires e Córdoba), e em Santiago, no Chile, bem como em congressos realizados em S. Paulo, na COBRASE, e na FIESP. Foi secretario executivo e presidente da OSAC – Overseas Security Advisory Council, do Consulado dos Estados Unidos em S. Paulo, bem como um dos fundadores e presidente por quatro anos da TAPA Brasil, Transported Asset Protection Association. Coordenou o Programa de Proteção Industrial do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, em Campinas. Foi palestrante, sobre temas de Segurança Patrimonial em eventos realizados em S. Paulo pela ASIS – American Society for Industrial Security. Esteve sempre envolvido em ações em favor da comunidade nas empresas em que atuou, tendo colaborado com a FEAC, Centro Corsini e outras entidades.

O sonho que Alcides trouxe de seus tempos de estudante do Ginásio Salesiano de Santa Tereza, onde através do Padre Ernesto Sassida descobriu seus pendores para o canto lírico, foi estudar técnica vocal, ou como se dizia na época, educar a voz. Procurou uma escola de canto e encontrou a saudosa mestra, Tiana Amarante, que dava aulas em sua residência na Rua Boaventura do Amaral. Estudou sob a orientação da Professora Tiana durante muitos anos, lapidando sua técnica no registro de tenor, até o falecimento da grande artista em 1983.

Nos anos 70 figurou em recitais em Campinas, Valinhos e Jundiaí, onde sob a regência do maestro Mario Comandulli, com solistas locais e o Coral Pio X, participou em cortinas líricas das óperas “Aida” e “Il Trovatore”, de Giuseppe Verdi, oratórios e concertos.

Após sua formação técnica na escola de Tiana Amarante, teve outros professores como o barítono Rio Novello, o soprano Neyde Thomas, o soprano Suzel Cabral e o contralto Gledys Pierri. Estudou música com o saudoso Maestro Luis di Tullio e no Conservatório Musical Dr. Gomes Cardim, onde graduou-se na modalidade Canto Lírico. Cantou as óperas La Traviata (Verdi), Lucia di Lammermoor (Donizetti), A Noite do Castelo e o oratório Colombo, (de Carlos Gomes), sob regência dos maestros Mário Comandulli, Diogo Pacheco, Armando Belardi, Benito Juarez e Franco Mannino, nas temporadas do Teatro Municipal de S. Paulo, no Teatro Polyteama, de Jundiaí, e no Centro de Convivência Cultural, em Campinas. Apresentou-se com elenco da ABAL no Bob Carr Auditorium, em Orlando, na Florida, na comemoração dos 500 anos do Descobrimento da América, em 1992, cantando “Colombo”, de Carlos Gomes.

Alcides Acosta é o fundador e presidente da Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos, ABAL; entidade há 27 anos atuante como divulgadora da obra de Carlos Gomes em Campinas e Região. Devido ao seu contato com a obra de Antonio Carlos Gomes desde 1970, escreveu artigos e proferiu palestras e discursos em comemorações ao Maestro Carlos Gomes, em Campinas e Jundiaí.

Foi agraciado com diplomas de “Amigo do 8º. BPI”, da Polícia Militar de Campinas; de “Colaborador Emérito do Exército”, pela Escola de Cadetes do Exército de Campinas, e ainda, do Centro de Ciências, Letras e Artes e do Rotary Clube Carlos Gomes. Recebeu a Medalha Carlos Gomes, outorgada pela Câmara Municipal de Campinas.

Abaixo, de minha hemeroteca particular, partes do folheto da ópera "A Noite do Castelo" de 1977.


3 de junho de 2008

Memória Fotográfica: Ônibus do Passado

Para quem viveu neste época deve lembrar muito bem destes ônibus.

Na década de 1930 foi marcada pela ascensão do ônibus como meio de transporte coletivo em Campinas, estendendo assim os limites da área urbana. A imagem mostra o primeiro ônibus da linha Campinas-Joaquim Egídio, de Miguel Bortolotto, em 1932.

Na década de 1920 iniciaram os primeiros serviços de transporte de passageiros por auto-ônibus em Campinas. A imagem mostra uma "jardineira" fechada da empresa Capriolli, em 1933. Esta empresa foi criada em 1926 por Savério Capriolli e seus filhos Mário e Anastácio. Iniciaram transportando passageiros aos sábados entre a Fazenda Descampado e Campinas.

A Capriolli continuou a estender suas linhas a partir de Campinas na década de 1930. Vemos na imagem abaixo um ônibus da linha Campinas-Monte-Mor, desta empresa. O veículo tinha sua mecânica baseada em um Chevrolet modelo 1936, e a carroceria era provávelmente da Grassi, de São Paulo. Na foto o ônibus parado na Praça Carlos Gomes, pois pode-se ver ao fundo o indefectível prédio do Rinque Campineiro, onde se tinha uma pista de patinação e hoje encontra-se o Clube de Cultura Artística.


Na foto abaixo mostra um ônibus em Campinas em 1947, na linha Campinas-Souzas. O serviço por auto-ônibus já se encontrava consolidado, o que pode se deduzir pelo porte do veículo, com capacidade bem maior que aqueles de 10 anos antes. A carroceria, de fabricação Grassi, foi montada sobre um chassis americano International 1936, provavelmente modelo C-40 ou C-50.


A imagem abaixo mostra um ônibus de carroceria Grassi e mecânica Ford, que servia na linha Campinas-Joaquim Egydio, em 1946. O chassis Ford, provavelmente modelo 69 (C, Y ou T), estava equipado com motor Hercules Diesel, ao invés do modelo padrão a gasolina.

Os ônibus construídos com o modelo Chevrolet apelidado de "Gigante" eram extremamente populares nas décadas de 1940 e 1950. Vemos na imagem abaixo um veículo da empresa Bonavita, linha Bairro Guanabara, em Campinas, 1950. O modelo "Gigante" foi produzido pela Chevrolet (EUA) de 1941 a 1947. A carroceria é de fabricação Grassi.

A periferia e os novos loteamentos em Campinas na década 1950 se beneficiavam das novas linhas de ônibus, como o da empresa Bonavita da imagem abaixo. Percorria a linha para o Jardim Viracopos. Esta foto é de 1954.


Mais recente que os outros anteriores; o veículo da imagem abaxio percorria a linha Jardim São Vicente em Campinas, em 1965, pela empresa Rápido Luxo. Sua carroceria era de fabricação Caio e a mecânica Mercedes Benz, nacional.

4 de maio de 2011

Personagem: Agnelo Rossi (Dom)

0 Mai 04 - Agelo Rossi 1




Nasceu em Joaquim Egídio, distrito de Campinas/SP em 4 de maio de 1913. Foi sacerdote católico brasileiro, décimo sexto bispo de São Paulo, sendo seu quarto arcebispo e segundo cardeal. Foi o brasileiro que mais alto subiu na hierarquia eclesiástica, sendo considerado o maior expoente da Igreja do Brasil, chegando a ser cardeal-decano do Colégio Cardinalício.




1 Mai 04 - Agelo Rossi - Vicenzo e Vittoria Colombo Rossi 1964,JPG




Acima seus pais.




1a Agnelo Rossi - casa onde nasceu tres angulos - decada de 1960-1970



Acima a casa onde nasceu e abaixo a igreja de seu batismo.



1b Mai 04 - Agelo Rossi - Igreja Sao Joaquim batismo 1968,JPG




Filho de Vincenzo Rossi, Comendador da Ordem do Santo Sepulcro, e Vittoria Colombo. Teve um único irmão, Miguel Rossi (foto logo abaixo).




9a Mai 04 - Agelo Rossi - irmao  Miguel Rossi 1970,JPG




Realizou seus primeiros estudos em Valinhos, São Paulo, ingressando depois, a 26 de janeiro de 1926, no Seminário Menor Diocesano Santa Maria, de Campinas, onde também cursou a Filosofia. A 15 de outubro de 1933 foi para Roma, instalando-se por cinco meses no Colégio Pio Latino-Americano. A 4 de abril de 1934, foi um dos trinta e três alunos fundadores do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, onde recebeu a matrícula de número 1 do novo e grandioso colégio, na Via Aurélia. Realizou seus estudos de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.




5 Mai 04 - Agelo Rossi 2




2 Mai 04 - Agelo Rossi 5




3 Mai 04 - Agelo Rossi - 1970,JPG




O 2º Arcebispo - Dom Agnelo Rossi; foi bispo diocesano de Barra do Piraí/RJ de 1956 a 1962.



Dom Agnelo foi nomeado pelo Papa João XXIII aos 15 de setembro de 1962. Ele tomou posse como 2º Arcebispo de Ribeirão Preto, no dia 30 de setembro do mesmo ano. Criou várias Paróquias e deu início à “Casa Dom Luís” em Brodowski, para treinamento dos leigos, em homenagem ao seu antecessor, que sempre desejou construir uma Casa de Formação para os Leigos, ao lado do Seminário, em Brodowski. Esta construção foi continuada e concluída por Dom Frei Felício e Dom Miele em 1972.



6 Agnelo Rossi - foto




7 Mai 04 - Agelo Rossi 4




8 Mai 04 - Agelo Rossi 6




Por nomeação do Papa Paulo VI Dom Agnelo Rossi tomou posse como Arcebispo de São Paulo, no dia 20 de dezembro de 1964. Aos 25 de janeiro de 1965 foi nomeado Cardeal. Depois, em Roma, realizou importantes trabalhos para a Igreja, principalmente como Presidente da Congregação para a Propagação da fé no mundo inteiro; conseguindo assim um mais altos cargos que um brasileiro já obteve em termos eclesiásticos.




9 Mai 04 - Agelo Rossi - Antiga Professora 1970,JPG



Foto acima quando do encontro com antiga professora.


Dom Agnelo era conhecido como “papa vermelho” por ser Prefeito da Sagrada Congregação para a Evangelização dos Povos hoje Congregação para Propagação da Fé na época. (conforme informação do mestre Moacyr Castro).



13 Mai 04 - Agelo Rossi - Despedida 1969,JPG


Acima quando da partida para Roma e abaixo bilhete escrito quando de sua ida escrito no aeroporto de Viracopos.



15 Mai 04 - Agelo Rossi - Carta Despedida 1969,JPG



17 Mai 04 - Agelo Rossi - Assumindo nova funcao 1970,JPG


Faleceu na cidade de Helvetia em 21 de maio de 1995, tendo sido sepultado na igreja de Nossa Senhora do Guadalupe, por ele construída, Vila Castelo Branco em Campinas.



21 Agnelo Rossi - idoso


Acima uma de suas ultimas fotos.


20 Mai 04 - SAM_1210


Acima a igreja que ajudou a criar e onde seus restos mortais estão colocado. Foto sacada da rodovia Anhanguera.


Mai 04 - Agelo Rossi - Ultima morada 2011,JPG


Acima sua última morada na Igreja localizada à rua Prof. Sophia Valter Salgado com rua Castelnuovo.


Uma bela biografia pode ser lida em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnelo_Rossi