17 de outubro de 2009

Personagem: Fábrica Mc Hardy

Como publicado no jornal Correio Popular, neste 17 de outubro e reportagem da sempre competente jornalista Maria Teresa Costa, tem-se o tombamento da antiga e extinta fundição e outras empresas do grupo.

Na comunidade de protecionistas do patrimônio histórico surgiu a dúvida quanto a nomenclatura certa; Mc-Hardy ou Mac-Hardy.

Abaixo busquei em meus alfarrábios três propagandas do passado e nelas se tem as duas nomenclaturas.

Na questão do nome em si e por ter origem britânica e também pelo que se pode ver abaixo; fico com a opção Mc-Hardy. A primeira propaganda é de 1889 e as outras um pouco mais novas (tendo corrigido o nome da empresa).

Segundo livro Ema E. R. Camillo, Guia Histórico da Indústria Nascente em Campinas (1850-1887) publicado em 1998, teve:

A empresa teve sua fundação em 1875 e extinção em 1983.

Proprietários: Guilherme Mc Hardy (1875); John Jarnes Ross (1880); Joseph James Sims (1880); Julio Gerin (191 3); Roberto Francisco Duarte; Hélio Corrêa (1960). Nacionalidades dos proprietários: escocesa e inglesa; brasileira.

Os endereços foram: Rua Bom Jesus, 23 (hoje av. Campos Salles); Av. Andrade Neves, 1, 15 e 93 e Av. Saudade, 67 (1935).

Produtos que fabricava: máquinas agrícolas para beneficiamento de café, algodão, milho; engenhos de cana; motores à vapor (locomóvel); caldeiras; turbinas; ferro fundido; aço; máquinas operatrizes (furadeira FMH-50); caldeiras automáticas; teares comuns e automáticos (para algodão, seda e lã).

Destino da produção: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e exterior.

Números de operários: 140-145 (1883); 230 (1899); 300 (1901).

Acima propaganda no Jornal de Campinas de 25 de agosto de 1889 (material pertencente ao Centro de Memória da UNICAMP - CMU).

Acima propaganda no Almanach Estado de Sao Paulo para 1890 (material pertencente ao Centro de Memória da UNICAMP - CMU).

Acima propaganda no Almanach Histórico e Estatístico de Campinas para 1912 (material pertencente ao Centro de Memória da UNICAMP - CMU).

16 de outubro de 2009

Curiosidades: Campinas e o Conjunto 707

Publico aqui texto e fotos cedidos por este grande historiador e pesquisador de Campinas, o Engo. Wagner Paulo dos Santos.

Nos idos anos de 1966 já se fazia presente em Campinas, uma gravadora de discos em vinil, aqueles que gradativamente foram sendo chamados de “bolachões”.

A Jarborama Indústria e Comércio, com escritório e um único estúdio de gravação, estabelecidos no 6º andar do prédio sito à Rua Costa Aguiar 698, utilizando-se de gravadores de fita AMPEX e microfones TELEFUNKEN, levava ao público discófilo campineiro, discos em vinil, de boa qualidade técnica.

Esse é o caso de um compacto triplo, por esta empresa gravado e lançado, tanto em rádios, como nos lares de uma Campinas ainda bastante romântica. O compacto era na verdade um disco em vinil com um número reduzido de músicas e que servia de “balão de ensaio” para o lançamento de um futuro “long-play”. Esses pequenos discos em plástico do tipo vinil podiam se apresentar como compacto simples (apenas duas música, uma de cada lado) ou como duplo (quatro músicas, sendo duas de cada lado do disco).

Caso o lançamento desse compacto resultasse em uma boa qualificação em termos de aceitação e conseqüente vendagem, o artista era então convidado à gravação de um LP (“long-play”) com um número de melodias que costumeiramente era de doze.

O caso do compacto campineiro havia três músicas de cada lado, ou seja, seis músicas no total e daí a denominação compacto triplo.

O conjunto, já então bastante conhecido dos “pés de valsa” da época, pois costumava abrilhantar com eficiência e bastante harmonia, muitos de nossos famosos bailes em clubes da época. O conjunto era primordialmente de propriedade de Geraldo Lamana que além de baterista, ainda dirigiu e coordenou musicalmente a gravação do compacto.


Essa pessoa notável do Lamana foi radialista e um profundo conhecedor de música. Manteve durante muitos anos estreitos laços profissionais com a Rádio Brasil de Campinas onde manteve um programa como apresentador dos grandes sucessos musicais da época.

O conjunto musical, que como quase todos da época se inspirava nas grandes orquestras americanas, era formado pelo próprio Lamana na bateria; Diniz no acordeom; Dinho no sax; Victor no desempenho do piston; Sergio no clarinete; Dindo no piano e vibrafone; Walter na guitarra; Carlinhos no contrabaixo; Alfredo no ritmo e Zezinho no bongô. Evidentemente que não se pode deixar de mencionar que o conjunto apresentava Joel, como cantor.

Lembro-me que a gravadora era de propriedade de um rapaz de nome Jarbas Augusto e que, algumas músicas gravadas pelo Conjunto 707 nesse compacto, eram de sua autoria.


Mas sinceramente não me recordo de seu sobrenome e muito mesmo conheço sobre sua vida. O nome do proprietário acabou gerando o nome da gravadora como se pode notar.

As músicas no ritmo denominado teléco na época, “Despedida na praia” e “Quando o sono não vem” e ainda o samba-canção “Sem querer meu olhar te encontrou” eram de autoria do Jarbas Augusto. O samba canção “Franqueza”, uma regravação já então famosa era de autoria dos campineiros Denis Brean e Osvaldo Guilherme.

Ainda compunham a obra musical um belíssimo bolero de Augusto Souto denominado “Amor de semana” e uma outra obra prima da música mundial, tema do filme “Se meu apartamento falasse”, de autoria de Charles Willians.

Tenho uma enorme honra e uma alegria muito grande, por possuir um dos pouquíssimos exemplares desse momento musical importante, para a vida artística de Campinas.

Exponho aqui a capa e contracapa do compacto e o disco em vinil. Talvez seja uma forma de mostrar o quanto essa terra de Carlos Gomes, já deu de si, para a cultura musical do nosso país.

15 de outubro de 2009

Personagem: Emil Assad Rached (Emil Rached)

Natural de Vera Cruz, nasceu a 20 de junho de 1943, no interior de São Paulo e residia em Campinas.

Morreu neste 15 de outubro de 2009, em Campinas, o ex- jogador Emil Assad Rached, o “gigante” do basquete brasileiro - tinha 2,23 metros de altura.

Além da carreira esportiva, ele ficou conhecido pela sua participação em programas humorísticos da tevê e em filmes.







Ele jogou basquete profissionalmente entre 1964 e 1980. Começou no Palmeiras e defendeu também XV de Piracicaba (SP), Corinthians (SP), Botafogo (RJ), Tenis Clube Campinas (SP) e Rio Claro (SP). Na seleção brasileira, foi medalhista de bronze no Mundial do Uruguai (1967) e de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Cali (1971).


Apesar dos 18 jogos disputados com a camisa da seleção brasileira de basquete, em que marcou um total de 114 pontos, Emil Rached ficou conhecido do grande público após a sua aposentadoria das quadras, quando interpretou o “gigante” no programa “Os Trapalhões”.

Na televisão, seu papel de gigante mal-humorado e desajeitado entusiasmava o público. No cinema, ele participou dos seguintes filmes: O Trapalhão nas minas do Rei Salomão (1977), Os trapalhões na guerra dos planetas (1978) e As Aventuras de Mário Fofoca (1982).

Emil Rached estava internado no Centro Médico de Campinas há dez dias com diversos problemas de saúde. Antes de ir para o hospital, ele já realizava hemodiálise e teve seu quadro agravado por um tombo, quando teve que operar o braço e a perna, em cirurgia que só piorou seu estado de saúde. Sofreu uma embolia pulmonar e quatro paradas cardíacas vindo a falecer.

Sua formação foi em Educação Física e vivia como representante de vendas.

14 de outubro de 2009

Curiosidades: Enquete no blog

De 07 a 14 de outubro de 2009 fiz uma enquete no blog e abaixo apresento o resultado da mesma.

12 de outubro de 2009

Personagem: Guilherme Alves da Silva (Dr. Guilherme da Silva)


“Foi hontem lavrado contracto de arrendamento de prédio n. 2 da rua 13 de maio para nelle funcionar a Escola Complementar. Assignaram, por parte da Câmara, o dr. Antonio Lobo e o dr. Guilherme Alves da Silva, como proprietário da casa. O contracto vigorará por prazo de 6 annos e o aluguel mensal foi estipulado em 440$000. (Jornal – “Cidade de Campinas” - 09 de março de 1902).” . O texto foi retirado de trabalho (Memória e História da Educação Escolar Pública na "Normal de Campinas/SP") de Leny Cristina Soares Souza Azevedo.

Com isto vem mostrar que a casa da matéria abaixo, pertencia ao personagem aqui retratado.


Na foto acima, da esquerda para a direita: farmacêutico Rafael Goncalves de Sales e os médicos Adriano de Barros e Guilherme Alves da Silva.
É nome de rua em Campinas.

10 de outubro de 2009

Efeméride: Os 100 anos da Sra. Tereza Gagliardi

Por sugestão de nosso fiel colaborador e espectador José Eduardo Gagliardi Florence Teixeira; coloco aqui um pouco da história da família Gagliardi e da Sra. Tereza Gagliardi; haja vista não ser todo dia que alguém chega em idade centenária.
Confira no site VIP VIRTUAL outros detalhes:

A única filha viva de Vicente Gagliardi; minha tia TEREZA GAGLIARDI completando gloriosamente os seus 100 (CEM) anos de vida neste 10 de outubro de 2009.

Desde 1939 dedica-se a igreja de Santo Antonio. Na antiga capela da rua da Abolição. Aprendeu sózinha a tocar órgão para poder acompanhar as missas, rezas e casamentos. Na época era tudo em latim e não tinha nada de violão, guitarra; era órgão e no máximo violino além do canto em latim, muitas vezes canto gregoriano.

O órgão era de pedal. Ela criou o côro. Fazia quermesse com a barraca de quentão e churrasco para ajudar nas obras da igreja primitiva e depois para a construção da nova.

Mandava enfeitar o andor de Santo Antonio (pagando do bolso). Esta imagem está em sua casa. Foi trazida em procissão pelos padres que disseram Sto Antonio de Tereza, Tereza de Santo Antonio.

A Cruz do topo da Igreja de Santo Antonio foi doada pela tia Tereza.

Tocava órgão nos casamentos junto o tenor Getúlio. E as missas das 10 aos domingos com ela e o coral eram muiti apreciadas. Enfim Tereza Gagliardi exemplo digno de mulher. Dedicou toda sua vida em pró dos mais necessitados.

Fazia as oficinas de Santa Rita de Cássia juntamento com a sua filha Dinorah Santini. Costurava roupas para os pobres e principalmente para os recém nascidos.

Ela foi madrinha do Padre Francisco Abril em suas bodas de outro juntamente com o então cadete Nelson Santini Jr. (hoje General de Brigada).

Ficou viúva aos 20 anos. E ainda passou grande sofrimento com a morte de seu filho Alaor. Só quem é mãe e perde um filho pode avaliar o sofrimento. Compare o sofrimento de Nossa Senhora com a morte de Jesus.

Texto acima de José Eduardo Gagliardi Florence Teixeira

Acima seu santo de devoção e em foto de 15 de julho de 2009. Abaixo fotos de seus pais.

Abaixo foto de José Eduardo e sua amada tia Tereza.

Abaixo com seus tataranetos sobrinhos, Lucca e Carol.

Abaixo o General de Brigada Nelson Santini Jr.


Mais dados sobre a Sra. Tereza Gagliardi e sua devoção, podem ser vistos em :

http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2009/06/personagem-santo-antonio-dia-do-santo.html

Abaixo um pouco mais da importância da família Gagliardi para Campinas.

Doou o primeiro avião do aero clube de Campinas e também era dono da Fazenda São Francisco que a vendeu para a Rhódia.






9 de outubro de 2009

Personagem: Miguel Homem Pinto de Carvalho

Não se conhecem dados biográficos. Era filho de um pescador e natural de Sesimbra, Portugal: "onde ensaiei os primeiros, os mais seguros, os mais acertados talvez, e felizes passos".

Durante o ano de 1928 e início de 1929 encontra-se em Portugal. Publica numerosos poemas no jornal O Cezimbrense, bem como alguns artigos (em geral de temática religiosa) e profere uma conferência. A 11 de Fevereiro de 1929 embarca para o Brasil, no paquete Alcântara.

Durante 4 edições o jornal publicará as suas "Impressões de Viagem". Já no Brasil ainda envia para publicação "Carta de um Português de Além-Mar" e "Campinas - escola de mocidade e albergue das andorinhas", mas depois deixa de ser referido. Mesmo após a data indicada do seu falecimento, não há referências no jornal, provavelmente por desconhecimento.

“Havendo o catedrático de Francês, dr. Armando de Sousa Diniz, se transferido em comissão para o Ginásio de S. Paulo, foi nomeado em 26 de julho de 1934 o professor Miguel Homem Pinto de Carvalho para substituí-lo na regência da cadeira, isto no colégio Culo à Ciência.

Habilitado em concurso para a cadeira de Latim, foi o professor Miguel de Carvalho em data de 2 de julho de 1936, designado para reger esta disciplina no curso complementar, extinto por Decreto Federal de 19 de janeiro de 1938.

Deu grande lustre ao ensino na regência dessas duas cadeiras, e seu falecimento que ocorreu a 29 de agosto de 1943, produziu profunda consternação.”

8 de outubro de 2009

Curiosidades: Culto à Ciência - Vida e Morte (No passado Colégio e nesta data Escola Estadual)

Quem vivenciou isto, como eu e muitos campineiros, vai classificar como maravilhoso este artigo do grande jornalista Zaiman de Brito Franco.



7 de outubro de 2009

Curiosidades: Estudantes Naqueles Tempos e Hoje (1979)

Matéria publicada em 14 de julho de 1979 pelo jornal Correio Popular.












Curiosidades: Você agora pode "seguir" o blog

Veja ao lado esquerdo do espectador; que basta um clique para você seguir as novidades do blog e assim ficar a par da história de Campinas.

6 de outubro de 2009

Efeméride: 80 anos da Orquestra Sinfônica; Nasce Dom João Neri e Falece Barão de Ataliba Nogueira

Nas efemérides acima destaca-se a fundação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas e que pode ser comprovada em outros sites, conforme aponto abaixo:

Em matéria de Lenita W. M. Nogueira; pode-se ver em:
No blog de Denise Maricato; que pode ser visto abaixo:

As informações sobre a orquestra nos foi passada por José Eduardo Gagliardi Florence Teixeira e Valdir Poiani.


Outro destaque é a morte do Barão de Ataliba Nogueira e que a foto pode ser visto em:

http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2008/09/m.html


Dom João Neri pode ser visto:

http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2006/11/personagem-dom-joo-nery.html