24 de fevereiro de 2007

Monumento: 1872 - Estação Central de Estradas de Ferro

Dia da inauguração em 1872, quandro de Julles Martin.


Aquarela de Jose de Castro Mendes.

Considerado um dos símbolos da cidade isto pela sua sofisticada arquitetura européia toda em tijolo à vista vermelho; pelas pessoas que já passaram por ela, citando aqui dois exemplos: Imperador D. Pedro II e Santos Dumont e ainda por ter deixado saudades em que a utilizou no passado, quando a mesma era ativa no atendimento dos passageiros.

Sem dúvida um dos monumentos de preservação histórica mais fotografado no passar dos anos. A estação central da antiga Companhia Paulistas de Estradas de Ferro (hoje incorporada à FEPASA) foi sempre um dos justificados orgulhos da paisagem urbana de Campinas. Portanto aqui você verá uma coleção de fotos desde do século XIX até os tempos atuais.


Foi inaugurada em 1872, e na época, embora diferente e menor do que o prédio atual, já era a maior das quatro estações da ainda curta linha da Cia. Paulista. Em 1884, esse prédio foi desativado, tendo sido inaugurado nesse mesmo ano um novo prédio, que sobrevive até hoje.

O velho prédio sobreviveu mais alguns anos, tendo sido finalmente demolido em 1889. Não agüentou os danos causados por um enorme formigueiro sob suas fundações, que o fez afundar, e também os danos causados por um grande temporal, em 1883.

O novo prédio foi construído sobre o leito original dos trilhos, em frente à antiga estação; inicialmente, foi construída apenas o que é hoje a parte central da estação.


Entre 1910 e 1915, um segundo corpo foi construído na ala oeste, além de ter sido instalada a cobertura da entrada principal com estrutura metálica, que aliás existe até hoje.





Finalmente, na década de 1920, acrescentou-se todo o segundo pavimento da ala leste e o segundo andar da extremidade oeste, onde existem a sala de bagagens e a sala 67.







Uma nova gare foi construída, com cobertura metálica e mais alta, por causa da eletrificação da linha, em 1922. Mais algumas pequenas alterações foram efetuadas nas décadas 1930 e 1940. A estação da Paulista de Campinas servia ainda, a partir de 1913, como baldeação para a linha da Sorocabana, que vinha da sua própria estação em Vila Bonfim e seguia para Mairinque. Servia também como baldeação para os passageiros que se dirigiam para a linha da Mogiana, para o norte e nordeste do Estado.






Em 1984, a estação, em meio a festas pelo centenário do prédio, sofreu uma grande reforma, dois anos depois de ser tombada pelo Patrimônio Histórico (Condephaat). Hoje estas duas ramificações não mais existem, as linhas das antigas Sorocabana e Mogiana tiveram suas partidas transferidas para a estação de Boa Vista, fora da cidade.

Hoje infelizmente a estação está desativada e é usada pelo poder público como área cultural.

Por ser um monumento da história de Campinas, sempre foi usado pelos artistas como tema de suas inspirações e assim retrataram ao longo dos tempos.







A foto abaixo é do Natal de 2006.

23 de fevereiro de 2007

Personagem: Dr. Arnaldo (Augusto Vieira de Carvalho)

Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, nasceu em Campinas a 5 de janeiro de 1867 e faleceu em Campinas a 5 de junho de 1920, foi um médico brasileiro, fundador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Iniciou-se oficialmente em 1905 tendo como 1º Diretor o famoso Prof. Dr. Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, “O Príncipe da Cirurgia”, autor da célebre Gastrectomia total, a 5ª praticada no mundo, com absoluto êxito.


Em 1915, com a recém criação da Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo há 3 anos e tendo como Diretor da mesma o grande mestre Arnaldo, foi realizado um acordo com a Santa Casa para que várias de suas enfermarias fossem utilizadas pelos Acadêmicos, incluindo-se aí a 1ª Clínica Cirúrgica de Mulheres, acordo este que vingou até 1945.

Em 1920, tem morte prematura o Prof. Dr. Arnaldo A. V. de Carvalho.

Em sua homenagem, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo é denominada a "Casa de Arnaldo" e a avenida onde está localizada recebeu o nome de Av. Doutor Arnaldo, isto na capital paulista. Em sua cidade natal, Campinas, a rua Arnaldo de Carvalho, no bairro do Bonfim, faz homenagem ao mesmo.

22 de fevereiro de 2007

Personagem: Mestre Tito e Ana Gonzaga

Mestre Tito, conhecido como Negro Camargo, curandeiro, escravo alforriado de Floriano de Camargo Andrade (quem lhe deu o sobrenome) solicita licença para construir, na “capela do Cônego Melchior” uma igreja para os negros que, neste momento histórico vivem em três situações: escravos, escravos condicionados (alforriados mas com obrigação de prestar alguns serviços) e com alforria plena.

Mestre Tito morre aos 82 anos, antes de ver a Capela de São Benedito pronta e sua conclusão é providenciada por Dona Ana de Campos da Paz Gonzaga, esposa de um médico que dedicou sua vida e sua fortuna a obras de beneficência.

21 de fevereiro de 2007

Personagem: Mariusa Helena Fantinatti da Silva

Homenagem que faço à minha irmã nesta data de seu falecimento. Que o Senhor a tenha e nós ficamos em prece por sua alma.

Foto abaixo contava com seus 19 anos, isto por de volta 1963.


20 de fevereiro de 2007

Personagem: Joaquim Corrêa de Mello

O naturalista Joaquim Corrêa de Mello, nascido a 10/04/1816, na capital de São Paulo e faleceu em Campinas em 20/12/1877.

Foi o Cirurgião-Mór Francisco Álvares Machado de Vasconcelos, designado para exercer a função na Villa de São Carlos, e que reconhecendo no jovem Mello uma capacidade singular, conduzindo-o à Campinas para adquirir prática em seu estabelecimento, e que depois, em 1834, foi ao Rio de Janeiro, para freqüentar o curso regular de farmácia.

"De volta à Campinas em 1836. o illustre parlamentar offereceu-lhe sociedade na botica emquanto ia á Corte trabalhar pelo Brazil. Durante os vinte annos seguintes continuou na faina cotidiana das manipulações chimicas, exercitando-se, ao mesmo tempo, na cura gratuita especialmente das creanças, em que se tornou insigne, assim como na aplicação da medicina popular da nossa materia medica da flóra inexgotável e mysteriosamente desconhecida do Brazil. Lentamente foi colligindo factos e observações de pathologia e os effeitos beneficos obtidos pelos curandeiros, que, com boa critica, foi annotando até se accumular o repertório de medicina doméstica que appareceu editadq, sob o escudo do diploma doutoral do dinamarquez dr. Langgaard. O dr. Theodoro Langgaard era um destes espíritos vastos e observadores vindos do estrangeiro no meiado do século, se congregaram em Campinas numa pleiade ilustre entre os quaes enumeramos: Hércules Florence e o dr. Ricardo O'Connor Gumbleton Daunt. Todos, ao lado de Joaquim Corrêa de Mello, elaboravam alevandos problemas scientificos, quer nas sciências naturaes e médicas e históricos, cujos especimens ora davam em resultado no Diccionario de Medicina Popular - ora em excavações de inéditos, como a Geneaologia Paulista, offerecida pelo Dr. Ricardo e editada pelo Instituto Historico do Rio; ora em experiências chimicas como as feitas em collaboração com Hercules Florence sobre a photographia" . Assim foi descrito, na gramática da época, no Diário de Campinas, em abril de 1899.

Nas atas manuscritas da Câmara Municipal de Campinas de 1840 a 1870 assinalaram tantos gestos de benemerência e humanitarismo do “Joaquinzinho Boticário” ou “Joaquinzinho dos Pobres”, como era conhecido pela população.

Além de Delegado de Polícia, da época, atuou também como Juíz de Paz e de Órfãos por muitos anos e integrou, ainda, Comissões várias de cidadãos constituídas pela Câmara.

Ainda dentro destes atos de benemerência, este ainda fez criar a Sociedade Beneficente Corrêa de Mello que data de 04/02/1862, muito antes, portanto de que se cogitasse na velha Campinas de uma Santa Casa de Misericórdia e de uma Sociedade Portuguesa de Beneficência. Esta sociedade teria a função de atender os mendigos e indigentes.

Na área internacional faz-se ressaltar que, apesar do parco processo de comunicação existente na época, Joaquinzinho Boticário, por ser estudioso e pesquisador das mais raras plantas brasileiras, deveria ter sido cientista de valor, porquanto mereceu ser citado por sábios botânicos inglêses da “Society Linnean” de Londres. Em 1868, Corrêa de Mello, foi surpreendido por um galhardão notabilíssimo a coroar-lhe os esforços na sua luta de investigações com nossas florestas. A “Société Imperiale et Centrale d’Horticulture” da França, votavá-lhe uma linda e preciosa medalha “vermeil”, pela introdução por ele promovida de 21 espécies de “begoniaceas” nos jardins de Paris.

Dom Pedro II, achando-se certa vez numa capital européia, ficou surpreendido quando ouviu elogiosas referências ao botânico paulista, cuja existência ele ignorava. Em Campinas, em 1875, o Imperador teve ocasião de conhecê-lo pessoalmente.

“Foi ele um vulto verdadeiramente acatado entre os cientistas de seu tempo, com esta curiosa circunstância – muito mais conhecido no estrangeiro do que no seu país”. Assim escreveu Leopoldo Amaral em “Campinas – Recordações” de 1927.

E finalmente vale ressaltar que Corrêa de Mello com seus conhecimentos de botânica e química, ajudou à Hércules Florence na pesquisa e que culminou na descoberta da fotografia. Porém ressalte-se que esta primazia acabou não ficando com Hércules Florence pelo fato de não divulgação ao mundo tal pesquisa e descoberta.

Sua morte foi pranteada por toda população da época, mormente pelos humildes. À sua memória mereceu ser reverenciada, pelo povo, com um monumento diferente dos demais e assim foi criada a Escola Corrêa de Mello e que mediante contribuição popular ergueu-se no antigo Largo Jurumbeval. Tal escola neste local já não existe mais; porém ficou o nome, em praça, deste cidadão que muito fez por Campinas e pelo mundo; sendo que hoje dá nome a praça no mesmo local (em frente ao Mercado Municipal).

19 de fevereiro de 2007

Memória Fotográfica: Início do século XX - Hotel de França

Até 1900 eram em número reduzido os hotéis na cidade. Entretanto, alguns ofereciam esmerado e completo serviço no gênero, como o Hotel de França, mantendo o “ar europeu” da época, instalado no prédio à rua do Rosário (atual av. Francisco Glicério) com serviços de restaurante, bar, confeitaria e pensões (comida) à domicílio, sem similar na à época e que se pode notar à frente do hotel.

Outro fato a ressaltar são as senhoras e senhores bem trajados na soleira em contraste com alguns não tão bem vestidos no térreo. Foto do início do século XX mostra tudo isto.
Dê dois cliques sobre a foto e curta os detalhes, acima citados.

18 de fevereiro de 2007

Memória Fotográfica: 1880 - 1900 - Largo de Santa Cruz

Rara foto, entre 1880 e 1900, mostra o Largo de Santa Cruz, hoje Praça 15 de Novembro. Este local foi um dos três que deu origem a Campinas. Neste local, dentre outras coisas existiu a forca, o pelourinho; além de grande quantidade de casas de comércio e sem contar as casas de prostituição, pois eram as paradas dos tropeiros que seguiam para o Mato Grosso e Goiás. O fotógrafo parece estar posicionado na rua Major Sólon, onde está circulando o cavalo, vendo-se ainda embaixo da árvore uma garota fazendo pose para a foto. Ao fundo vê-se casas.

17 de fevereiro de 2007

Personagem: Heitor Penteado

Campineiro de nascimento e tendo como nome de batismo, Heitor Teixeira Penteado. Foi prefeito de Campinas entre 1911 e 1920, por 9 anos; assim bem como vice-presidente de São Paulo (cargo que existiu no passado em nossa história).

Heitor Penteado, como era conhecido, foi quem lançou a pedra fundamental da antiga Maternidade de Campinas, já demolida.


Acima seu túmulo no Cemitério da Saudade em Campinas.

Como homenagem de sua terra natal é nome de avenida que circunda a Lagoa do Taquaral (nome oficial Parque Portugal) e rodovia que liga Campinas ao distrito de Souzas.

16 de fevereiro de 2007

Curiosidades: 1889 - Placa de Gratidão

Quem passar pela rua 13 de Maio e dar uma olhada na parede da Catedral ao lado da porta pode verificar que ali está uma placa artisticamente trabalhada em mármore, execução de A. Fontam. Motivou-a gratidão popular aos serviços prestados pela associação "Protetora dos Pobres", cujo nomes estão afixados nas mesmas, durante a epidemia de febre amarela de 1889 que assolou a cidade por dois meses matando de 30 a 40 pessoas por dia.

15 de fevereiro de 2007

Personagem: Senador Saraiva

José Antônio Saraiva, nascimento em 1/3/1823, Santo Amaro, Bahia; falecimento em 21/7/1895, Salvador, Bahia. Filiação: José Antonio Saraiva e Maria da Silva Mendes.

Político e estadista, conselheiro do Império, destaca-se pela lei que leva seu nome (1881), aprimorando o sistema eleitoral vigente a Lei Saraiva-Cotegipe (1885), garantindo a libertação dos escravos com mais de 65 anos; Presidente do Piauí (1850) e de Pernambuco (1858); Ministro do Império (1861).

14 de fevereiro de 2007

Memória Fotográfica: 1903 - Visita de Santos Dumont

Este dia festivo de 1903, mostra a frente da estação central da ferroviária com todos alinhados para receber a visita de Santos Dumont, que na sua infância fez seus estudos no colégio Culto à Ciência.

13 de fevereiro de 2007

Personagem: Irmã Serafina

Na epidemia de febra amarela de 1889 fizeram várias medidas emergênciais; dentre umas dessas medidas um dos integrantes que contraiu a doença foi uma das irmãs e que faleceu. Irmã Maria dos Seraphins Favre e que nasceu em 9/10/1844, em Sabóia, na França. Esta e outras freiras passaram a cuidar dos doentes campineiros desde a chegada destas em 1876. Estas pertenciam à Congregação das Irmãs de São José, de Chambéry, França, ordem religiosa que dirigia e cuidava da enfermagem da Santa de Casa de Campinas.

Está transcrito no Livro de Óbitos número 1 do Cartório de Santa Cruz de Campinas, o registro 441 (quatrocentos e quarenta e um):
“Maria dos Seraphins Favre – Aos 15 de abril de 1889, neste Distrito de Paz da Paróquia de Santa Cruz, município de Campinas, província de São Paulo, compareceu em meu cartório Antônio Exel, exibindo atestado do Dr. Ângelo Simões, declarou que hontem, pelas 9 horas da noite, na Santa Casa de Misericórdia, faleceu a Irmã de Caridade Maria dos Serafins, de 44 annos de edade, religiosa de São José.”

“Em tributo às virtudes dos chamados mártires da caridade e abnegação que, no desenrolar da horrível peste, dizimou a população desta cidade, caíram vítimas de sua devoção e salvação de seus conterrâneos”. Com estas palavras os vereadores Dr. Ricardo Gumbleton Daunt, Oto Langgaard e José de França Camargo, na sessão de 01/07/1889, propuseram que se homenageasse à memória da Irmã Serafina, dando seu nome à antiga rua Sete de Setembro e que ficava próxima à Santa Casa.

11 de fevereiro de 2007

Memória Fotográfica: década de 1910 - A cascata do Jardim Público

A seqüência de fotos mostra a cascata que havia no Jardim (ou Passeio) Público como era chamado e que hoje tem o nome de Praça Imprensa Fluminense anexa ao Centro de Convivência.

Foto acima é de 1920 e abaixo é de 1911.

A pintura abaixo é de José de Castro Mendes e mostra como era em outro ângulo; a cascata.


10 de fevereiro de 2007

Personagem: Francisco José de Camargo Andrade

Francisco José de Camargo Andrade (Capitão Chico), nascido em 18/07/1839 e falecido em 22/06/1890.

Teve parte nos sucessos da Indepêndencia do Brasil, foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Campinas em 1842 e foi chefe de distinta família em Campinas.

Ajudou a fundar o Clube Campineiro de Corridas em 17 de setembro de 1877. Casou-se com Elisa Franco Cardoso.

Deu seu nome a importante avenida no bairro Castelo.

9 de fevereiro de 2007

Memória Fotográfica: 1878 - Lazareto

Em 1878, a Câmara Municipal edificou no arredores da cidade (lá para os lados da Vila Industrial) um novo asilo para os morféticos, substituindo o edifício antigo, que se achava em más condições. Com o passar dos tempos este também foi demolido inclusive a capela em louvor à São Lázaro. Estes locais eram conhecidos como Lazareto.

8 de fevereiro de 2007

Notícias de ...: 1930

Em 28/01/1930; no Teatro São Carlos, tem o início do cinema falado, neste cine, com o filme “O Pagão”. O cinema sonoro era considerado a “maravilha do século” (no caso século XX)

Em 10/09/1930; inauguração do Teatro Municipal, com a ópera “O Guarani” de Carlos Gomes. Obra do teatro que foi iniciada pelo prefeito Rafael de Andrade Duarte e concluída por Orosimbo Maia.

7 de fevereiro de 2007

Curiosidades: Becos

Passadas várias décadas permanece atual, com a única exceção que Campinas já é hoje uma metrópole. Os becos ainda quase todos permanecem e guardam tudo aquilo que foi dito no texto abaixo.

“Campinas ainda guarda muita coisa de antigamente, Histórias envolvendo bairros românticos, ruas cheias de tradição, locais de heroismo e lendas seculares. Apesar do progresso e do ar de quase metrópole, há muita coisa interessante, que o campineiro não presta atenção, enfurnado no cotidiano agitado de uma cidade moderna e grande.

Muita coisa interessante. Por exemplo: becos. Emoldurando ruas centrais e revivendo uma época ja saudosa, os becos sobrevivem, resistindo a picareta implacável que alarga ruas e derruba prédios. O beco, na sua imagem mais pura, relembra um tempo de serestas, tocaiais, namoricos. Namoricos com cumplicidade das sombras e da pequena largura. Alguns becos mais tradicionais de Campinas já vivem seu estertor; engolfados que estão por edifícios modernos de construção recente.”

Abaixo temos fotos dos becos mais conhecidos e de diversas épocas do passado.


Acima em foto de 1970 tem-se o Beco do Rocío. Vinte metros de estreita rua calçada. Em um dos lados sobrados antigos, de sacadas românticas, guardando ainda muito da arquitetura do século XIX. A placa indica Rua do Rocío, mas o povo na sua sabedoria secular insiste em chamar de Beco do Rócio. Este local fica entre as ruas General Osório e Bernardino de Campos. Rocio é um conjunto de repartições públicas, termo que era muito usado no passado e herança dos portuguêses que por ali moravam.

A placa indica Rua Coronel Rodovalho, que fica entre as ruas Conceição e César Bierrembach. Uma pequena rua que no passado e pelos mais antigos era conhecido como Beco do Rodovalho. Tal nome foi dado em homenagem a um cidadão de nacionalidade portuguesa, que mantinha uma casa comericial na antiga rua do Góis (hoje César Bierrembach), misto de armazém e bazar. A casa do português bonachão erguia-se defronte ao beco. Foto de 1970.


Tanto a foto acima quanto a foto abaixo mostram duas visões do Beco do Caracol (que hoje é a rua Benjamim Constant). A foto acima é de 1947 e mostra o mesmo de quem vem do bairro Cambui e da lado esquerdo do espectador pode-se notar a amurada da Escola Carlos Gomes.

Já no foto abaixo, de 1937, pode-se ver o beco ao fundo (que também foi chamado Beco do Roso (por haver a moradia da família Roso acerca do local) onde só circulavam pedestres. Esta foto foi feita vindo do mercado, em direção à rua Barão de Jaguara. Ao fundo do beco o antigo prédio Bento Quirino há muito demolido. No futuro com o alargamento da rua Benjamim Constant isto tudo desapareceu.


Foto acima de 1970 e abaixo de 1947 mostram a Travessa São Vicente de Paula, outrora conhecida como Beco do Inferno, ligava as ruas Dr. Quirino (rua do Meio) e Luzitana (rua de Baixo) prosseguindo até o largo do Mercado de Hortaliças (que era conhecido também casa das andorinhas) e que ficava em frente a Escola Carlos Gomes, na avenida Anchieta.


Acima o Beco do Inferno na década de 1950.

Na foto acima o mesmo Beco do Inferno, ou melhor Travessa São Vicente de Paula, em 1997 todo reformado.


Foto acima de 1970, mostra o Beco Monte-Mór plantado no coração da Vila Industrial, um local onde o progresso não atingiu, há, como uma volta ao passado, ruas estreitas e pequenas, ricas em detalhe, que guardam recordações de uma cidade aristocrata.

6 de fevereiro de 2007

Memória Fotográfica: 1905 - Rua General Osório x Rua Irmã Serafina

Foto de 1905 mostra trecho da antiga ruas das Casinhas (hoje Rua General Osório) fazendo esquina com a rua Irmã Serafina. Vê-se um charmoso lampião a gás que iluminava a cidade naquele tempo.

5 de fevereiro de 2007

Memória Fotográfica: 1930 - Oficinas da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro

Foto acima de 1930, mostra as oficinas do Cia. Mogiana dentro do complexo ferroviário central de Campinas.

4 de fevereiro de 2007

Personagem: Dr. Ricardo (Gumbleton Daunt)


Acima quadro pintado por Nazareth Marques e cedido pela Acamedia Campinense de Letras, onde Dr. Ricardo é patrono da cadeira de no. 26.

Grande personagem da história campineira, pela sua participação em diversas áreas e tendo sido um de seus primeiros historiadores. Conheça um pouco da história deste britânico de nascimento e brasileiro de coração.

Ricardo Gumbleton Daunt, ou Richard Gumbleton Daunt de nascimento, veio à luz em Cork, na Irlanda, mais precisamente no Castelo de Kilcascan, de propriedade de seu avô William Daunt, em 30 de agosto de 1818. Existe uma pequena discrepância, em duas fontes documentais, acerca do local de seu nascimento. J. David Jorge em ensaio sobre a cidade de Campinas, indica a localidade de Hull na Inglaterra. Já os registros de seu histórico escolar na Faculdade de Medicina de Edimburgo, indicam Humbleton in East Yorkshire, também na Inglaterra. A família, entretanto, sustenta a versão endossada por vários outros relatos, que situam no castelo de Kilcascan, o local onde o médico veio à luz.

Era filho primogênito de Richard Gumbleton Daunt e Anna Dixon Raines, de Kirkland. Devido ao sistema de morgadio, sendo o segundo filho de William Daunt, seu pai viu-se excluído da sucessão nos títulos e terras da família, tornando-se capitão do exército inglês. Aos cinco anos, tendo-lhe falecido a mãe, o Dr. Ricardo passou a ser educado pela família desta na Inglaterra.

No ano de 1066, Guilherme atravessou o Canal da Mancha e empreendeu a conquista bem sucedida das Ilhas Britânicas, levou consigo os primeiros Daunt a fixar-se em solo inglês, deixando na Normandia uma parte da família, que grafava-se Dauntre, de modo afrancesado. Ao longo dos anos, através dos casamentos, os Daunt foram ligando-se aos De Tracy, de Toddington, e aos Owlpen, de Gloucester. Participaram de batalhas célebres e estabeleceram alianças sempre próximas aos monarcas reinantes.

Durante a Guerra da Duas Rosas, os Daunt apoiaram a Casa Lancaster, da Rosa-Vermelha, ligando-se aos Stowell, de Somerton. Após o período sangrento em que as Casas de York e Lancaster pereceram e propiciaram a ascensão dos Tudor, a situação da família e seus aliados foi-se complicando ano após ano. Católicos ortodoxos, alguns dos Daunt foram surpreendidos pela reforma de Henrique VIII, que foi posteriormente consolidada por sua filha Elizabeth I.

Aqueles foram anos de incertezas políticas, conspirações, ameaças de guerras iminentes com a Espanha e a França, não apenas devido à religião, mas à supremacia política da Europa ocidental. Foi durante o reinado de Elizabeth I, que Thomaz Daunt Owlpen de Throckmorton passou à Irlanda, fugindo às perseguições, para ali fixar-se, dando origem ao tronco familiar no qual o Dr. Ricardo viria a nascer.

A passagem dos Daunt para a Irlanda, deu-se em um período bastante conturbado e marcado pelo estigma das disputas religiosas. Em sua nova terra, a família ligou-se aos O’Connor, de uma longa linhagem de patriotas, descendentes de Roderick O’Connor, o 183o. Monarca Suzerano da Irlanda, que falecera em 1198. O Dr. Ricardo orgulhava-se desse parentesco que incluía Fergus O’Connor, líder cartista e membro do Parlamento em Londres, e Francis Burdett O’Connor, companheiro de Simón Bolívar nas guerras de independência da América Espanhola. Costumava corresponder-se com o neto de Francis, Dr. Thomaz O’Connor D’Arlach, residente em Tarija, na Bolívia, e editor do jornal “La Estrella de Tarija”.

Apesar do caráter migratório da trajetória dos Daunt, o Dr. Ricardo considerava-se irlandês. Talvez porque as origens normandas dos Daunt, o identificassem mais ao povo celta, que dera origem à Irlanda, do que aos saxões da Inglaterra. Considerava-se irlandês e Aristocrata, assim mesmo grafado com maiúscula, conforme costumava fazê-lo em sua correspondência pessoal.

Sua formação deu-se sob a direção do Dr. Isaac Dixon, seu tio materno. Além da “sólida moral cristã”, este parece tê-lo apoiado nos caminhos da medicina. O doutor Ricardo estudara temporariamente nas faculdades de Paris e Viena, mas graduara-se em Edimburgo, bem como acompanhara o curso de Humanidades, em Londres. Devido ao caráter vasto de seus estudos e à habilidade e interesse por expressar-se em diversas línguas, logo adquiriu fama de erudito.

“Tinha notável erudição, não só em Medicina, como em Philosophia, Historia, Sciencias Naturaes e Sociaes, e conhecia muito bem o Latim, Grego, Allemão, Inglez, Celta, Francez, Russo, Hespanhol e Portuguez.” Assim escreveu um cronista da época.

No “Livro de Ouro de Ricardo Gumbleton Daunt. 1818-1918. Primeiro Centenário de seu Nascimento”. Lançado pelas Officinas Graphicas Cardozo Filho & C., em São Paulo no ano 1918; afirma-se entretanto, que esse cabedal de conhecimentos reflete uma longa trajetória de árduos estudos que prolongou-se por sua vida afora. Sempre pesquisando e participando ativamente de Sociedades e Institutos, o Dr. Ricardo cultivava sua erudição com um zelo muito maior do que aquele que dedicava à sua clínica ou a suas propriedades.

Em 2 de agosto de 1841 foi lavrado seu pergaminho de Doutor em função da tese defendida que versava sobre inflamações agudas. Chegando ao Rio de Janeiro em 1843, após uma passagem pela África do Sul, defendeu publicamente perante a Faculdade de Medicina nova tese que lhe possibilitou o exercício da clínica no Brasil, conforme exigências legais. Clinicou em Macaé, mas acabou por radicar-se na Província de São Paulo. Em 24 de Abril de 1850 foi expedida a carta de naturalização, que o transformou em cidadão brasileiro.

Como membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, onde algumas de suas cartas ainda são conservadas nos arquivos, desenvolveu uma atividade prolífica entrevistando pessoas idosas à procura de memórias sobre a origem de usos, costumes, palavras e sobre o passado das famílias paulistas. Genealogista obcecado, entregou-se à paixão de localizar, identificar e remeter ao Instituto, manuscritos setecentistas que foram elaborados por Pedro Taques, entre outros.

Sua dedicação como erudito, de certo modo, igualava sua pertinácia como conservador. Do mesmo modo, seu catolicismo ferrenho levava-o constantemente à crítica da expulsão dos jesuítas, chamando de parvenu ao Marques de Pombal, em uma clara alusão ao enobrecimento tardio por contraposição às suas próprias origens. Afirmava que a educação e a moral da Província de São Paulo encontravam-se em um acelerado processo de decadência, devido ao fechamento das escolas fundadas pelos jesuítas. Crítico implacável das idéias dos jansenistas, reconstituía com freqüência a vida dos padres de Itú, revelando suas fontes e informações, e expressando sua frustração com o estado das tradições e do ensino na cidade e na Província.

Encontrava-se, por ocasião de seus trabalhos como genealogista, que geraram as primeiras correspondências junto ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, residindo na cidade de Itú. Sendo um dos fundadores do partido católico, durante o segundo reinado, dividia igualmente sua paixão entre a clínica, a política e o ofício de historiador amador.

Em Campinas foi tesoureiro da irmandade do Espírito Santo, estava listado entre os lavradores (isto é, proprietários de lavoura), e também como médico e 4o. Juiz de Paz da Paróquia de Santa Cruz. Fora vereador na cidade e tornaria a sê-lo por várias vezes, bem como deputado à Assembléia Provincial, e conquistara sua fama de luminar da medicina, talvez não apenas por sua procedência mas pelo caráter enfático com que sublinhava seus diagnósticos e opiniões.

Em 18 de setembro de 1845 casou-se com Anna Francelina de Camargo, filha de Joaquim José dos Santos Camargo, de ilustre família paulista, resultando dessa união seus nove filhos: Haroldo (1846-1886) – foi vigário de Capivari; Torlogo (1847-1909) – era advogado e exerceu vários cargos públicos em Campinas; Fergus (1849-1911) – foi Vigário Geral de São Paulo; Alicia (1851-1933) – embora permanecesse solteira, tivera esmerada educação no Colégio Patrocínio de Itú e veio a herdar-lhe a casa da rua Marechal Deodoro; Briano (?-1889) – era advogado e faleceu solteiro; Winifrida (1857-1928) - teve o casamento arranjado com José de Salles Leme; Fernando (1858-1930) – permaneceu solteiro e não sabemos ao certo se chegou a ter alguma profissão; do mesmo modo, de Cornélio, casado com Anezia de Queiroz Ferreira, a família informou que tendo abandonado a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, dedicou-se ao magistério; Rogério (1862-1914) – era advogado.

A importância do parentesco com os Camargo revelou-se na hora encaminhar seus filhos ao estudo ou conseguir-lhes casamentos vantajosos, bem como de deixar suas duas filhas bem amparadas.

Tanto seu testamento, quanto o de sua esposa, falecida em 31 de outubro de 1885, demonstram que apesar de sua mobilidade e inserção social adequada, sua vida permanecera modesta e ao final tornara-se bastante austera. Do estabelecimento de lavoura que, em 1866, contava com mais de vinte escravos, provavelmente herdado de Joaquim José dos Santos Camargo, nada restara. As crises do café e o costume de ser fiador de dívidas de parentes levaram esses bens. Apenas restava-lhes a casa da rua Marechal Deodoro e sua extensão que dava para a rua Sacramento.

Apesar da estima aparentemente mútua entre o Dr. Ricardo e seu sogro, a herança do velho Joaquim não pôde ser aumentada ou bem conservada devido aos reveses econômicos e às disputas familiares. Por ocasião do falecimento do Dr. Ricardo, em 1893, apenas a casa de residência à antiga rua do Imperador, por então e até hoje renomeada Marechal Deodoro, mais quadros, livros e mobília, constituíam o patrimônio que foi dividido pelos sete filhos que lhe sobreviveram.

Anna Francelina de Camargo, passou quarenta anos de sua vida casada com o Dr. Ricardo, e embora fosse através de sua pessoa que este fora inserido na parentela dos Camargo, e que obtivera uma boa parte dos bens materiais que lhe passaram pelas mãos, pouco ou nada sabe-se dessa senhora. Nos casos de dívidas e execuções, D. Anna tivera seu nome ligado indissoluvelmente ao do marido, e em momento algum fora ouvida quer fosse nos tribunais ou em qualquer outra instância da sociedade civil.

Seu testamento foi realizado no leito, durante a agonia que prolongou-se durante alguns meses. Gravemente enferma, D. Anna Francelina preocupava-se com o bem-estar futuro de seu marido e com a salvação da própria alma. Assim, após vários legados simples em que beneficiava as Paróquias de Conceição e de Santa Cruz, a fim de que fossem rezadas as missas necessárias a bem da paz de sua alma, procurou dispor de sua terça da maneira como achava mais justo e adequado.

Cada legado às paróquias montava a um conto e cem mil réis; duzentos mil réis iam para sua neta Alfrida, filha de Torlogo O’Connor Paes de Camargo e Daunt, seu segundo filho; o remanescente da terça, em partes iguais, ia para seus filhos Fernando e Alice, e seria parte da casa de residência da família à rua do Imperador, número dez; (hoje rua Marechal Deodoro, 1117) deixa claro que esta casa era uma doação que seu pai lhe havia feito e que, portanto não entrara para a comunhão de bens do casal, mas institui seu marido como meeiro e deixa-lhe a metade do imóvel.

O Dr. Ricardo, por sua vez, faleceu em 7 de junho de 1893, aos 74 anos, apenas dois meses após a confecção de seu próprio testamento. A causa mortis dada pelo Dr. Domingos de Azevedo em seu atestado de óbito, foi “syncope”; ou seja uma síncope ou ataque qualquer de natureza desconhecida.

Seu testamento indica que, ao falecer, o Dr. Ricardo, encontrava-se em situação econômica quase análoga à de sua chegada ao país. A casa em que residia deveria passar diretamente aos herdeiros, uma vez que fora de sua falecida esposa, seus bens reduziam-se a quadros, livros, algumas ações da Companhia Mogyana, pouca prataria e móveis em geral, de onde foi tirada a legítima que coube a cada um de seus filhos vivos, que por então eram sete. Dois legados apenas no testamento, cento e oitenta mil réis destinados à celebração de sessenta missas, cinqüenta para as almas de todos aqueles que tinham sido seus escravos, e dez para sua própria alma; e um conto de réis para o “creoulo” Huberto, filho de Eva que fora sua escrava.

Há no testamento uma dívida confessa de oito contos e quinhentos mil réis, do Dr. Ricardo em relação a sua filha solteira D. Alice. O texto especifica que se trata de dívida e não de legado e justifica como pagamento pelos serviços prestados na administração da casa, desde a doença de sua mãe. D. Alice, que foi por ele designada para testamenteira, cumpriu escrupulosamente cada legado e saldou todas as dívidas; do montante remanescente, cada filho sobrevivente recebeu dois contos e quarenta e dois mil quinhentos e quarenta e nove réis, como legítima.

Morte súbita, o testamento indicava o desejo de um enterro simples. Mas não foi assim. Embora o documento fosse claro, a família despendeu a quantia de 1:678$800 (um conto e seiscentos e setenta e oito mil e oitocentos réis) com o serviço funerário, caixão, féretro, etc. Considerando a simplicidade de seu inventário, essa quantia chama a atenção. Talvez seus filhos estivessem cônscios da importância do velho médico para a cidade e de suas origens e não quisessem de modo algum que o despojamento ostentado em sua última vontade fosse traduzido a olhares contemporâneos como miséria ou indiferença.

Quando D. Pedro lI, em 1846, visitou a cidade, a rua em sua homenagem passou a ser a "Rua do Imperador", depois trocada pelo nome do proclamador da República, Marechal Deodoro. Do casario antigo do tempo em que era do Imperador, restam o prédio que tem, atualmente, o n° 1117, onde residiu o dr. Ricardo Gumbleton Daunt.

Partes do texto aqui reproduzidos foram retirados de tese de doutoramento da Profa. Dra. Anna Gicelle Garcia Alaniz, defendida na USP em 29/11/1999, intitulada "Dr. Ricardo Gumbleton Daunt: o homem, o médico e a cidade (Campinas, 1843-1893)". A qual faço uma homenagem ao reproduzir partes do texto.

Foto da casa atualmente, veja que a via ainda permanece com os paralelepípedos da mesma época em que Dr. Ricardo residia no local.

A placa afixada na parede com os dizeres abaixo.

“À memória illustre do Dr. Ricardo Gumbleton Daunt este preito consagra a gratidão de Campinas a 30 de agosto de 1918 commerando o primeiro centenário de natalício do philantropo e do cidadão.”

O vereador Orosimbo Maia, apresentou na sessão da Câmara Municipal de 9 de novembro de 1893 requerimento para “nomear uma rua, paralela à rua Barão de Parnaíba, e que se formara em virtude das recentes venda de terreno em frente à linha da Mogiana”. E assim esta via recebeu o nome de “Dr. Ricardo”.

Túmulo do Dr. Ricardo e esposa, no cemitério da Saudade em Campinas. O túmulo é o primeiro do lado esquerdo do espectador. As 3 fotos na seqüência mostram os detalhes do mesmo.




2 de fevereiro de 2007

Memória Fotográfica: 1896 - Desinfectório


O antigo Desinfectório Central de Campinas, que foi instalado em 1896, no prédio do mercado adaptado para esse fim. Estava situado em partes da Praça Carlos Gomes, onde mais se construiu a Escola Normal, hoje Escola Carlos Gomes. Veja ao fundo as palmeiras imperiais ainda em crescimento.

1 de fevereiro de 2007

Notícias de ...: 1878

O Rink Campineiro

Foi com alegria e satisfação que o povo campineiro recebeu, agora em 1878, a nova casa de espetáculos e de divertimentos, inaugurada com divertidas exibições de patinação por senhores, senhoras e jovens de ambos os sexos. Os tombos levados pelos menos experientes da difícil arte da patinação acarretaram discretos sorrisos por parte dos assistentes, convidados e pagantes.

Não há dúvida! Campinas civiliza-se!