15 de novembro de 2008

Personagem: Paulinho Nogueira

Em 04 de agosto de 2003 o jornal Correio Popular, com reportagem de Adriana Giachini, noticiava a morte do grande campineiro (músico, compositor, cantor, violinista e inventor da craviola) Paulo Artur Mendes Pupo Nogueira, conhecido por Paulinho Nogueira. Nascido em 08 de outubro de 1929 e falecido em São Paulo em 02 de agosto de 2003.



14 de novembro de 2008

Curiosidades: ABAL - Encontros Musicais Retornam à Sala Carlos Gomes

Após 10 meses longe da sala de concertos onde se tornou conhecida, a ABAL Campinas - Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos volta a apresentar os concertos da série Encontros Musicais na Sala Carlos Gomes, do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes (Praça Imprensa Fluminense, S/N - Cambui - tel. 3237-2730), nesta sexta-feira, 14 de novembro, às 20 horas. O programa 983 da série terá como solistas os tenores Vicente Montero e Alcides Acosta, acompanhados ao piano por Ana Carolina Sacco, e participação especial do pianista Leonardo de Oliveira em peças de L.V. Beethoven e Camargo Guarnieri. Os cantores interpretarão obras de J. B. Bononcini, S. Donaudy, Irving Aaronson, J.L. Molloy, Terezinha Ferrão, Ronaldo Miranda, Cartola, Santiago Cittadini e Enrico Toselli. A entrada é franca.

Livros x História de Campinas: Ciência da Terra (IAC)

Livro (160 páginas), Instituto Agronômico de Campinas, Campinas, 2008.

Belíssimo livro produzido pelo Instituto Agronômico de Campinas e que pode ser "baixado" no endereço Internet: http://www.iac.sp.gov.br/BTonline/Livro.htm

A indicação do livro, feita pelo leitor deste blog, Carlos Eduardo.





História Agradece: Instituto Agronômico de Campinas (IAC) Tombado

Matéria publicada, em 12 de dezembro de 2003, da sempre competente jornalista Maria Teresa Costa do jornal Correio Popular.



13 de novembro de 2008

Livros x História de Campinas: Campinas era Assim...

De minha biblioteca particular. Livro (78 páginas) do memorialista Rafael Mila Bueno, publicado pela Editora Palavra Muda, Campinas, 1988.







12 de novembro de 2008

História Agradece: Campinas era assim

Aproveitando a matéria anterior; coloco aqui uma crônica da grande jornalista Célia Siqueira Farjallat, publicado pelo jornal Correio Popular em 31 de outubro de 1991.

11 de novembro de 2008

História Agradece: Tombamento do Palácio da Mogiana

Em matéria e foto de 10 de maio de 1996, da jornalista Maria Teresa Costa e publicada no jornal Correio Popular; anunciava o tombamento abaixo.


10 de novembro de 2008

Memória Escrita: Palácio dos Jequitibás - Definição do Nome

Foto de 1970, ainda em construção.

Foto abaixo de 1970 pouco antes da inauguração.


Um dos jequitibás-rosa (originador do nome do palácio), na foto ao lado direito do espectador, que verdejavam em frente ao prédio da prefeitura caiu no dia 16 de janeiro de 1999, de manhã, sábado.

Era conhecido como “Seo Rosa”. Tinha 42 m de altura, 5,5 m de circunferência, muitos e muitos séculos de vida e 6 milhões de folhas.

O jequitibá-rosa é a árvore-símbolo de Campinas. É nativa do Brasil, sendo das mais altas e belas de nossa flora. Frondosa, com grande copa, floresce de setembro a março, exibindo pequenas flôres brancas. Depois faz voar suas sementes aladas!

Hoje, em frente ao prédio da prefeitura tem o “Seo Rosinha”, que foi parceiro de vida e de verde do “Seo Rosa”. E tem também o “Seo Rosa Neto”, que, como o nome diz, é neto do “Seo Rosa”. (O “Seo Rosa Pai” mora longe, com um ecologista.) Que eles possam espalhar sementes aladas por muitos e muitos séculos!

9 de novembro de 2008

História Agradece: Projeto "Largo de Santa Cruz" de Carlos Lopes

Na data de 08 de novembro de 2008, o professor Carlos Lopes e este mantenedor gravamos um mini-documentário sobre o antigo Largo de Santa Cruz.

Carlos Lopes (professor da METROCAMP E FACAMP) é um entusiasta de mini-documentários e tem sua produção particular. Convido você a apreciar os trabalhos do mesmo em:

Na foto acima e abaixo o gavião contempla do alto; o espaço que já foi muito importante para Campinas.






Ao fundo vê-se o portão de entrada da Capela de Santa Cruz; assim como na foto acima.


Outra árvore centenária.

Este flamboyant; conta a história que João Bierrembach (um dos comerciantes no fim dos anos de 1800 do local) o trouxe da França para plantio no largo. Tendo-se depois espalhado por Campinas tal árvore.


O bem-te-vi veio nos saudar quando da gravação do mini-documentário.


A história agradece este trabalho voluntário de Carlos Lopes.

Memória Fotográfica: av. Campos Salles em 1960

Foto da avenida já devidamente alargada; nota-se que na mesma havia mão dupla de tráfego.

Outro fato que chama a atenção; é que ao alto em seu lado direito da foto; nota-se a Fábrica Columbia, com a propaganda da famosa cerveja Mossoró. Clique sobre a imagem para ver com maiores detalhes.

8 de novembro de 2008

Personagem: Antonio Carlos Sampaio Peixoto - "Sampainho"

Foi empresário em Campinas, tendo uma das primeiras olaria; está ficava pelos lados do bairro do Cambuí. Por sinal tem uma rua com seu nome no citado bairro; tal rua fica na região onde era a sua olaria.


Seu túmulo no Cemitério da Saudade.

Casa onde residiu Sampainho.


Lajota imperial, cerca de 1875. De um lado ao centro distingue-se o Brasão Imperial entre as iniciais I (Imperial) e O (Olaria) e do outro "Sampaio Peixoto - Campinas". Antes desta data já existia uma importante olaria em Campinas de Antonio Carlos Sampaio Peixoto, genro do Barão de Indaiatuba, que fabricava tijolos e lajotas. Em 1875 a fábrica foi visitada po D. Pedro II, o qual autorizou o uso nas peças do Brasão Imperial.

7 de novembro de 2008

Memória Fotográfica: Vista aérea de 1950

Interessante imagem do Centro de Campinas. Dentre os fatos que podemos relatar ao olhar a foto, destacamos:
  • O Palácio da Justiça está com os andaimes pois ainda não se havia concluído;
  • Na hoje av. Francisco Glicério, nota-se que os edifícios construídos já estavam alinhados para um futuro alargamento da mesma;
  • Nota-se que o monumento à Campos Salles ainda estava no Largo do Rosário;
  • A Igreja do Rosário ainda existia e
  • Muitos edifícios ainda não existiam.
Ache outros fatos na foto e relate-os para nós.

6 de novembro de 2008

Monumento: Heróis da Laguna

Os dados abaixo foram publicados em 1974. O monumento encontra-se hoje na rua Major Sólon em praça defronte a praça 15 de Novembro.


O monumento em 2008.

Foto abaixo é de Carlos Lopes.

5 de novembro de 2008

Memória Fotográfica: Vista aérea de 1939

Interessante foto; aqui pode se ter uma visão parcial do Centro de Campinas. Para que você possa se localizar: a mata ao alto da foto é onde hoje está o Paço Municipal, ao lado direito desta tem-se a Escola Carlos Gomes e ainda mais a direita pode-se ver as palmeiras imperiais da Praça Carlos Gomes.

Curta a foto e volte ao passado na mesma.

4 de novembro de 2008

Memória Fotográfica: Enterro de Dom Joaquim José Vieira

Informações e fotos cedidas pelo Engenheiro Civil e Historiador, Wagner Paulo dos Santos. O qual novamente a história de Campinas vem agradecer pelos serviços prestados.

O monumento mandado erigir pelo povo de Campinas, ao tão digno sacerdote, tendo em vista todos os seus grandes trabalhos sociais, principalmente em momentos em que nossa cidade tanto precisou de solidariedade, foi esculpido por desconhecido artista italiano, e do velho continente nos chegou sendo então erguido em 14 de abril de 1884.

Na verdade esse monumento foi ao padre oferecido, numa atitude em que se misturou, o agradecimento pelas obras realizadas e a honrosa despedida, pela recente ida para o Ceará, lugar em que o mesmo exerceria o episcopado por mais de 30 anos.

O monumento ali permaneceu como marco de homenagem, de 14 de abril de 1884, até a data em que, já tendo retornado à cidade de Campinas, o “vigarinho” como era carinhosamente chamado pelo povo, veio a falecer, em 8 de julho de 1917.

Quando de seu falecimento, todo o clero e todo o povo; os nobres e os políticos; os ricos e os pobres, muito provavelmente pela consternação daquele momento, simplesmente se esqueceram de legalizar de forma efetiva o seu enterramento nos fundos do monumento. E assim foi feito, passando então o monumento de honraria à ser o local da última morada.

Somente no dia 21 de novembro daquele ano é que a Câmara Municipal e o prefeito, Dr. Heitor Teixeira Penteado, por meio da resolução 536, aprovaram o enterramento do Exmo. Arcebispo de Cyrro, Dom Joaquim José Vieira, no pátio da Santa Casa de Misericórdia. Desta forma oficializou-se de maneira legal o ato já consumado.

Fotos raras de 1917, do extinto repousando em sono eterno dentro do ataúde e na sequência do momento do “encomendar o corpo”.


3 de novembro de 2008

Curiosidades: Diário de Dom Pedro II quando da visita em Campinas



Retirado do diário de Dom Pedro II quando em visita à Campinas. Material cedido por Luiz Souza.

Veja que dados interessantes que contém este diário.


25 de agosto de 1875 — 5 ½ no quarto 68 fora 58º F.
Às 6 parto para Campinas.
Chegada às 7 ½ a Jundiaí.
Almoço.
Saída às 9 ¼.
Chegada a Campinas às 10 25’.
Caminho mais bonito.
Belo aspecto da estação pela vista e quantidade de gente e de carros.
Casa do Joaquim Bonifácio do Amaral excelentemente preparada.
Almoço.
11h 35’ (2) Casa que se constrói para Misericórdia por esforços sobretudo do padre Vieira de que se diz muitíssimo bem. Dizem que até alguém o assustou de noite mantendo-lhe dinheiro na mão.
Linda posição. Ficará talvez o segundo hospital do Brasil (1).
Colégio Culto à Ciência. Bem montado ouvi estudantes nas aulas de aritmética, física, alemão e latim. Um estudante pareceu-me distinto por seu caráter estudioso — quis traduzir Tito Lívio apesar de não ser o livro da classe — e passa pelo melhor.
O professor de Física Renschler pareceu-me confuso nas idéias.
O de latim é o filho de Hércules Florence.
Fábrica de chapéus — faz 300 por dia — de Bierrembach onde vi um maquinismo para começar o trabalho tão pesado à mão nos tachos de água fervendo. Muito bem montada. Pedi-lhes um chapéu que ele deu de pelo de raton do Rio Grande do Sul.
A fundição é ainda melhor. Tem um martinete automático como não vi no Rio e pretende misturando ferro da Europa e de Ipanema na fusão obter fundições cuja superfície seja endurecida por um resfriamento rápido em forma de ferro. Pode fazer locomotivas e todo o gênero de trabalhos, estudam a introdução do processo Bessemer. São 3 irmãos. O mais velho nascido em Pelotas e os outros em S. Paulo. O pai veio com as tropas estrangeiras no tempo de meu pai e a mãe viúva foi professora em S. Leopoldo.
Fábrica de Sampaio de tijolos por máquina Clayton que faz 4000 em 5 horas. Tem motor de vapor e de água. Fornos de cozer 80.000 e 30.000. Vi o que resta da antiga fundição. Comunicava-se o escritório com as oficinas por tubos acústicos onde se ouvia à distância de 300 palmos. Sampaio, genro do Três Rios parece-me muito inteligente.
Colégio internacional Morton. Muito bem montado.
Ouvi nas aulas de português professor Pestana, álgebra e história e latim o Morton, e grego Dabney, que em 6 meses já fala bem português.
Em álgebra pôs muito bem em uma incógnita de 1º grau a equação e resolveu-a a rapariga Newmann. Vi sobre um harmônium um livro de cantos publicado na imprensa evangélica do Rio.
Cemitério geral e do Sacramento. Nada de notável e não tem capela.
Passei pelos alicerces do novo lazareto de bexiguentos, para que há 20 contos de subscrição e fui ao atual muito melhor que os outros. É médico o Dr. Marinho filho do Dr. Marinho americano.
Depois do Culto à Ciência tinha ido ao gasômetro. Muito bem arrumado. 2 gasômetros.
Muito contribuem para esse trabalho assim como para o Lazareto o Tenente-Coronel Quirino dos Santos.
Oficinas da estrada de ferro Paulista. Melhores as da Ituana. Apenas fazem reparos.
Colégio de Mme. Florence. Tem três professoras Melles Schmid, Kasselman e Zoega, sueca. Ouvi meninas em alemão e francês. A filhinha do Hércules Florence respondeu bem em alemão. É espertíssima. Florence mostrou-me pinturas suas. O retrato por acabar do Carlos Gomes está horrível.
Colégio Perseverança do Cesarino e sua mulher pardos. Tem muitas meninas e é conceituado.
Matriz nova. Linda obra de talha sobretudo em altares ao lado do arco-cruzeiro. O altar-mor é obra de um Vitoriano da Bahia.
Casa da Câmara e da cadeia piores que as que tenho visto.
Perto de 6h jantar. Conversei durante ele com o botânico boticário Joaquim Correia de Melo sobrinho do Francisco Álvares Machado. Tem relações com Bureau, Hooker e outros. Descobriu novamente um gênero de bignônia.
É um velhinho muito inteligente, vivo e limpinho. Gostei muito dele. Prometi-lhe a remessa regular da Flora de Martius.
Depois recepção. Vieram os alemães cantar. Te Deum.
O pregador é sofrível e vigário da paróquia da Conceição desta cidade.
Entoou o Te Deum o Cônego Montenegro irmão do da Nova Lousã.
Procurou-me durante a recepção o Dr. Valentim da Silveira Lopes dizendo-me que o fazia pelo bem que eu tratara sua filha que recitou uma parte do Misântropo de Castilho e é professor de S. Cristóvão.
Enfim teatro que é sofrível. Assisti a 2 atos da zarzuela O Juramento.
Term. fora 60º — 1h 5’ do dia 26.

26 de agosto de 1875 — 6 ¾ 58º fora.
7 saída.
Visitamos a matriz nova.
Fazenda das 7 quedas. Vi as casas dos colonos. Parecem prosperar, sistema de parceria. Conversa longa com Joaquim Bonifácio do Amaral sobre a colônia. Ele sustenta acerrimamente esse sistema. As máquinas de Lidgerwood para o café estão muito bem montadas e são movidas pela água do ribeirão das 7 quedas.
Almoço.
12 ¼ saída para Nova-Colúmbia colônia de Montenegro associado a Barbosa.
O Cônego Montenegro acompanhou-me. Sistema de salário. Poucas famílias. Casas dadas. Só compram roupa para o que lhes dará o produto das roças. Até três meses tem pago as despesas de seu transporte e adiantamentos. Alguns tem voltado a Portugal com 2 e 3 contos. É a mesma organização da Nova-Lousã que tem mais trabalhadores e foi fundada há 8 ½ anos.
Volta à fazenda do Joaquim Bonifácio.
Lanche.
Volta para Campinas às 4h 10’. Que poeira!
Jantar.
Recepção de 6 às 7.
Veio a Baronesa de Campinas.
Os barões de Três Rios e de Atibaia preferem o sistema de aforamentos de terras aos colonos ao de parceria.
Esteve comigo Correia de Melo.
Trouxe-me Memórias de Bentham e Hooker sobre trabalhos deles. Disse-me que não pensa que o café amarelo do irmão em Botucatu seja degenerescência porque a baga é maior, porém ele mesmo falou de hipertrofia que aumentasse o volume da cereja.
Fui ao teatro. Cheio como ontem. Zarzuela do Campanone. Bonita música.
Chegou esta noite o Homem de Melo do Rio e trouxe-me carta do Bom-Retiro sobre o Monumento do Ipiranga.
Meia-noite — Ter. dentro 70º — fora 62º.

Dia 27 de agosto de 1875 — 6h —
70º dentro e fora pouco depois o mesmo. Saída para a estação.
Partida para o ramal de Rio Claro. Vai-se até Sta. Bárbara 38 km. 9 de interrupção por causa da ponte do Piracicaba.
Encontrei José Vergueiro e outros entre os quais o Dr. Luiz Correia de Azevedo, que é médico na fazenda do Vergueiro.
De volta à estação de Campinas às 10 ½.
11h 50. Benção da estrada depois de ter visto as plantas da estrada e sua continuação até o Mogi-guaçu indo a Piraçununga.
Meio-dia partida para Mogimirim.
Bela vista de Campinas que a estrada rodeia. Pontes do Jaguari e Camanducaia, porém na estação daquele nome tomei pelo ramal do Amparo até o lugar chamado Francisco Soares 8 a 9 km. Volta com 43’.
Segui para Mogimirim. Entre 57 e 58 km de Campinas vi e colhi pedras que parecem escória vulcânicas no sítio de Joaquim Antônio de Campos. João Tibiriçá tinha me indicado o lugar e disse-me que já reconhecera 3 ou 4 crateras.
4h Chegada a Mogi. Benção da estação e launch rápido.
Fui ver o lazareto dos bexiguentos.
A Câmara mandou tapar com paus fincados a parte da rua onde está a casa e entra-se por uma porteira. Quase todos os bexiguentos vão bem. A casa é a melhor que tenho visto destinada para esse fim. Admite até 60.
Escolas fechadas.
Igreja de S. Benedito fechada.
Cemitério bem situado e com muro. Vai-se fazer a capela, mas tem mato dentro.
Colégio acreditado de Mme. Masson.
O vigário que o é desde 1844, sobrinho de Monsenhor Ramalho não trabalha por causa das bexigas. Há medo imenso.
O Presidente da Câmara Tenente Coronel José Guedes de Souza em cuja casa muito bem arranjada estou, fica longe do lazareto até foi comigo de carro. Por causa deste cujos cavalos estão acostumados a trole fui, andei um a pé.
À espera da chave de S. Benedito que não vieram fui um pouco para o lado do caminho de Mato Grosso. Passei pela Igreja do Carmo a melhor mas em construção. Estava fechada e fui à Câmara. Boa casa.
A cadeia tem sala e enxovia. O carcereiro fugiu por causa das bexigas. Do destacamento de 20 praças tem morrido de bexigas um cabo e 2 soldados.
Fui para a casa do Guedes.
Jantar e depois de falar com quem queria fui às 8 ao Te Deum e voltando conversei com diversos.
Boa água e cuida-se de conduzi-la a chafariz na praça onde estão a matriz e casa do Guedes.
Há bonita iluminação nela e um coreto e um pavilhão com músicas. Este tem lugar com cadeiras onde se pode conversar à vontade.
10h 10’. Dentro 72º e fora 40. Tem feito calor.
Perto do sítio do Camargo vi grande fogo no campo. Talvez prejudicasse cafezais. Estes estão em geral crestados de frio.
A terra na maior parte da linha é da roxa que dizem ser a melhor para café e pareceu-me decomposição das escórias vulcânicas.
Amanhã às 5h da manhã parto para Campinas e S. Paulo.

28 de agosto de 1875 — 4 ½ da manhã —
Dentro 77º na janela. Há um muro defronte. 76º.
5h Partida.
Chegada a Campinas às 7h 20’.
Almoço e às 8 partida para S. Paulo.
Chegada às 11h e 10’.
Visitei as oficinas da estrada de ferro inglesa e a capelinha dos ingleses da estrada, com seu harmônium que tocou um dos trabalhadores.
Segui para casa e daí fui à fotografia de Gaspar e Carneiro. Tirei meu retrato 2 vezes. Creio que não saiu bom.
Antes fui ver na enfermaria um soldado que dando salvas pelou a mão direita por causa da camada que introduziu sem havê-la molhado.
Ouvi no Curso Jurídico os professores Francisco Aurélio de matemáticas, Galvão Bueno de filosofia. Muito distinto segue a doutrina de Krause. É filho de quem me hospedou em 1846 no Ponto Alto.
Pinto de Mendonça de história. Leciona muito bem. Vale, de retórica, idem.
Às 1 ¾ chegada à estação da estrada de ferro do norte. [Ilegível] fui até Itaquera, distância de 28 km. Houve aí lanche e às 3 ½ volta. [Ilegível] os que me obsequiaram nas estradas de ferro e Costa Pinto e mulher para o jantar.
Das 6 às 8 recepção.
Fui à conferência do Dr. Barata sobre a vacina no teatro Provisório. Medíocre e divagou bastante.
Associação propagadora da instrução popular. Mais de 400 alunos. Interroguei alguns da aula primária. Responderam bem. Alemão e outras matérias. Mendes Paiva fez boa preleção sobre a fundação dos Jesuítas em S. Paulo e antiga cidade.
Vim para casa às 10h 40. A água de Campinas é muito calcária. A de S. Paulo não me satisfez a sede.
Depois das 8 da noite. Term. fora 56º.
São 11 ½. Vou dormir.
Chuviscou ontem em Moji-Mirim. Esta noite choveu bem em São Paulo. Venta agora.

2 de novembro de 2008

Curiosidades: [Hagiografia] 2 de Novembro - Fiéis Defuntos

Depois de ter celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos admitidos à Glória eterna, a Igreja, mãe compassiva e misericordiosa, recorda hoje aqueles que já salvaram suas almas mas ainda não puderam entrar no Paraíso, por estarem se purificando no Purgatório. Ela incentiva os fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre com liberalidade, em benefício delas, os tesouros de suas indulgências.

O símbolo abaixo é usado para designar a palavra paz.

Abaixo foto indicando a fundação do Cemitério da Saudade.