27 de outubro de 2006

Memória Escrita: 1903 - Monographia de Campinas por Christiano Volkart

Este material raro e valioso merece estar publicado, em todas suas cores, e assim ser visto por todos os amantes da História de Campinas.

Publicado em 1903, centenário portanto, pela typographia a vapor Livro Azul (Castro Mendes & Irmão) e organizado por Christiano Volkart.

Christiano Volkart foi Professor Normalista e director do 1º. Grupo escolar (na época Grupo Escolar Francisco Glicério; hoje EE Francisco Glicério) tendo sido nomeado em 03 de março de 1897. Hoje seu nome está fixado na História através da Escola Estadual Cristiano Volkart situada no bairro Nova Campinas, tradicional bairro por sinal.

Como cita na obra; o material era “para uso dos alumnos de Intrucção Preliminar” e com certeza deve ter sido nas escolas. Nele você pode ver pelas imagens abaixo que trata de vários assuntos e é uma boa fonte de consulta sobre dados de Campinas do início do século XX. Algumas fotos também retratam fatos da cidade; além destas mesmas fotos demonstrar a rica qualidade de publicação, Pois não podemos esquecer que isto foi a mais de cem anos.

Boa diversão e viaje pelo tempo que não volta mais.

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Após esta página existem outras tantas com fotografias raras de personagens; as quais serão usadas futuramente dentro deste espaço que procura que procura colocar para o mundo o passado histórico de Campinas.


Acima a contra-capa final da "Monographia de Campinas", por sinal um papel ricamente desenhado em baixo relêvo.

26 de outubro de 2006

Curiosidades: 1916 - Mapa do Município de Campinas em manuscrito

Em 1916, a Typographia Casa Genoud - Editora; editou a Monografia de Campinas de um professor não identificado, como se pode notar nas imagens seguintes.

Abaixo podemos ver uma mapa manuscrito do Município de Campinas, veja os detalhes curiosos da escrita do nomes dos municípios, bairros, etc.; que eram usados no passado distante. Sem um material precioso de se poder apreciar.

Para ver a imagem ampliada, dê um clique sobre a imagem.



25 de outubro de 2006

Memória Fotográfica: Década de 1900 - Prédio da Intendência



Na rua Barão de Jaguara ficava localizado o prédio da Intendência (nome que se usava para a Prefeitura, na época), com o mastro na soleira. Vendo-se ao lado esquerdo da foto parte da Loja Ingleza.

24 de outubro de 2006

Curiosidades: 1892 a 1920 - Construções no Centro

As dez ruas e avenidas do Centro de Campinas que mais receberam edificações no período que vai de 1892 a 1920 e o número de construções:
Ruas e Avenidas - Nº
Rua 13 de Maio - 136
Rua Barão de Jaguara - 127
Rua Regente Feijó - 122
Rua Ferreira Penteado - 106
Rua José Paulino - 100
Rua Dr. Quirino - 98
Av. Francisco Glicério - 90
Rua General Osório - 65
Rua General Carneiro - 64
Rua Dr. Costa Aguiar - 59

23 de outubro de 2006

Memória Fotográfica: 1896 - A Cadeia Pública

Construído em 1896, o prédio que hoje abriga os escritórios da Polícia Civel, tinha como função original abrigar a justiça de Campinas e embaixo com 6 celas para abrigar os arruaceiros da época. Este edifício está localizado na Av. Andrade Neves.


Em 1863, o prédio do quadro acima ficava junto a onde hoje está o monumento-túmulo de Carlos Gomes.

22 de outubro de 2006

Monumento: 1905 - Inauguração do Monumento-túmulo de Carlos Gomes


Em 2 de julho de 1905 foi inaugurado o monumento-túmulo de Antônio Carlos Gomes, o maior personagem na área musical de Campinas. Aqui vê-se o grande tribuno Cesar Bierrenbach fazendo discurso num dia chuvoso do início século.

21 de outubro de 2006

Memória Fotográfica: Década 1900 - Casa Ingleza - Rua Barão de Jaguara, 40

Casa Ingleza, de M. Troncoso, especialista em gêneros finos, cristais e louças importadas, porcelanas, licores, vinhos, nas famosas bolachas da época, Huntley Palmers, presuntos de York, mortadelas e antipastos italianos. Ficava na Rua Barão de Jaguara, 40.

20 de outubro de 2006

Memória Fotográfica: 1896 - Largo do Rosário

Quem imagina, nesse frondoso e cerrado arvoredo, que esconde o artístico charafiz metálico (que hoje está no Lardo do Pará), e nos tílburis de tração animal junto ao meio-fio, nos altivos lampiões e nos ternos de colete e chapéus; tudo isto se passava no Largo do Rosário em 1896.

18 de outubro de 2006

Memória Fotográfica: 1908 - Mercado Municipal


A foto abaixo, na época de sua inauguração, vendo ao seu lado direito a linha férrea que ia para o Bairro do Funil, hoje a cidade de Cosmópolis; sem antes passar pelo Distrito de Barão Geraldo.

16 de outubro de 2006

Curiosidades: 1905 - Colyseu Taurino Campineiro

Campinas teve suas praças de touros?

Sim; por influência da imigração européia no início do século XX. Inaugurado em 1905, entre as ruas Ferreira Penteado e Antônio Cesarino, o Colyseu Taurino Campineiro foi o cenário de apresentações de toureiros de nome nacional na época.

No mesmo ano começou a funcionar outro local de touradas, no final da rua do Góes (atual Cézar Bierrembach), nas proximidades da Praça Carlos Gomes. Em 1916 esse segundo Colyseu passou a funcionar como cinema e fechou suas portas somente em 1944, Dentro do contexto de remodelação urbana que estava sendo praticada desde o Plano Prestes Maia de 1938.

15 de outubro de 2006

Curiosidades: 1842 - Combate de Venda Grande

Hoje, poucos conhecem a história do monumento. Instalado no canteiro central da avenida e rodeado de flores e arbustos, ele é mantido diariamente pelos próprios moradores da área.

Num pedaço de Campinas que vai aos poucos ganhando urbanização, quase nas bandas do subdistrito de Barão Geraldo e antiga área da Fazenda Santa Genebra, logo após o Campo dos Amarais e o COTICAP, Colégio Técnico Industrial “Conselheiro Antonio Prado”, um marco pouco visível indica o local onde em 7 de junho de 1842 ocorreu o combate da Venda Grande.

Combate, em Campinas?

Sim, exatamente isso! Um combate no qual as tropas imperiais derrotaram forças rebeladas, num movimento deflagrado na Província de São Paulo, sob o comando do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Foi o ponto derradeiro da Revolução Liberal que também teve o Padre Diogo Antonio Feijó como um de seus líderes e eclodiu em Sorocaba, principal centro da revolta contra o Ministério.

O marco, erigido em 1956 por iniciativa do Departamento de História do Centro de Ciências Letras e Artes de Campinas, pretendeu assinalar com a data gravada e dizeres breves ("Combate de Venda Grande - 7-6-1842") tudo aquilo que teve um epílogo que estremeceu a gente do seu tempo e ceifou vidas em inúmeras famíIias campineiras.

Pouco divulgado e bem pouco conhecido, o episódio de Venda Grande vai permitir, reproduzir o campo da operação bélica o quanto possível dentro do cenário existente nos dias em que Boaventura do Amaral tombou morto sob o assédio e o fogo dos comandados do coronel Amorim Bezerra, que o então Barão de Caxias mandou vir atacar os paulistas em armas.


Um quadro a óleo de um dos pintores "Dutra", conservou a imagem do prédio, construído provavelmente em 1.802. Seu proprietário e possível construtor, major Teodoro Ferraz Leite, já era falecido por ocasião do combate, quando o casarão estava abandonado e fazia parte do espólio em inventário.

No térreo situavam-se os serviços e no andar superior residia a família do riquíssimo Teodoro Ferraz Lelte, senhor de engenho casado em segundas núpcias com a mulher que, na época, era considerada a mais bonita e a mais gorda de Campinas (Dona Maria Luiza Teixeira). Era o local conhecido no tempo como o "Sítio do Teodoro" ou "Venda Grande".

O depoimento dos antigos davam conta de que o capitão Boaventura do Amaral e muitos dos seus companheiros feridos por ocasião do ataque do exército imperial, morreram naquele edifício.

Quem pretender conhecer onde fica o "cemitério da guerra" lamentavelmente não encontrará muita coisa; pois este passou a ser mera referência, porque, em verdade, houve mortos sepultados em torno da Venda Grande, depois removidos para locais não identificados. Mas o respeito popular ainda ocasiona manifestações que se traduzem no freqüente aparecimento de velas e imagem junto ao marco instalado pelo Centro de Ciências Letras e Artes.

O movimento liberal ergueu-se contra os conservadores, que estavam no poder, em 1842. Os motivos, segundo Washington Luis, que foi também notável historiador, resume-se no seguinte: "As leis da reforma judiciária, criadora do Conselho de Estado, atentavam contra a Constituição do País, violando o Ato Adicional.

O golpe de estado de "maio de 1842, que dissolveu a Câmara dos Deputados, em sua maioria contra o governo, amputara à oposição o recurso legal". Os conservadores estavam no poder desde março de 1841, sendo presidente da Província de São Paulo, o baiano Barão de Monte Alegre. Os liberais estavam exasperados, e em São Paulo projetaram depor o presidente, e aclamar o brigadeiro Rafael Tobias Barreto para o cargo. O movimento foi chefiado pelo senador Feijó, já muito idoso e doente.

O verdadeiro historiador da Venda Grande, Amador Bueno Machado Florence, publicou na Gazeta de Campinas, em 1882, uma série de 14 crônicas, entre os dias 7 junho e 16 de julho. O cronista era filho de Hércules Florence, que foi amigo íntimo e compadre do cabeça da revolução em Campinas, Antônio Manuel Teixeira. Ele relatou minuciosamente os episódios da ação revolucionária de 1842 em Campinas, ressaltando o heroísmo dos participantes.

Assim ele descreve o exato momento em que se deu o confronto entre as tropas governistas e os rebeldes, segundo o relato de um dos combatentes liberais (aqui é usado português da época):

"Fomos sorprehendidos sem que tivessem ainda chegado Reginaldo (de Moraes Salles) com os da Limeira. Esperavamos descançados e dispersos, alguns mesmos em profundos somno no velho sobrado e dependencias, quando assomou no alto do pasto, em nossa frente, a cavallarIa inimiga, comtra a qual logo que pudemos apontar duas pecinhas de difícil manobra nos taes carretões de arrastar madeira, bem ou mal, mandámos o nosso primeiro pelotinho de calibre 4, que nos pareceu dar com alguns em terra, pois estavam distantes.

Mal sabíamos, porém, que só chamavam para aquelle ponto a nossa attenção, fingindo cahir; o que queriam era que pelo flanco, todo em capoeira, nos viessem até quasi á retaguarda os periquitos do Bezerra.

E, de facto, quando demos por elles, foi já pelo relampear das bayonetas, e pelas cerradas descargas sobre o grupo dos nossos poucos que puderam tomar as armas em desordem e rodera bravamente as duas pecinhas, cujos tiros não iam tão apressados como desejavamos, pela simples razão de não termos artilheiros, sendo o melhir que tinhamos o Chico de Barros,que o sr. Mateus conhece, o Camarada do Vicente Leite. O Boaventura (do Amaral) e o Vianna ainda assim faziam os impossiveis, secundados com denôdo por companheiros como Luiz Aranha, capitão Silva, (o nosso Chico Rato) parente de vosmeces, e outros bravos, cujos nomes agora me passam do sentido, mas que direi ainda.

Tinham já dado uns 8 tiros, pois iam acertando com a pontaria, quando o granizo das nutridas descargas dos negrinhos começou a dar sério, ora n’um ora n’outro dos nossos, que nenhum troco podiamm dar de fuzilaria, pois só então verificariam nada valerem as suas espingardinhas de caça, em frente as reiunas de formidável adarme e alcance de 400 passos e mais, rapidamente manejadas, como estavam”.

Outro momento marcante do relato é o da nomeação dos mortos no combate:

“o bravo e generoso Boaventura, deixando numerosa família; o valente e atrevido Antonio Joaquim Vianna; o destemido Negueime, primo de Joaquim Bonifácio; o João Evangelista Monteiro, primo de Juca de Salles; o João Francisco, alfaiate, official do Cezarino e um camarada do Bittencourt, cujo nome não me ocorre”.

14 de outubro de 2006

Monumento: 1889 - Placa de agradecimento

“GRATIDÃO ETERNA DO POVO CAMPINEIRO A CASA SANTOS, IRMÃO & NOGUEIRA PELOS RELEVANTES E INOLVIDAVEIS SERVIÇOS A ELLE PRESTADOS DURANTE A EPIDEMIA DE 1889” é o que se lê na placa acima colocada em 1889 para agradecer ajuda dada.
Casa Santos, Irmão & Nogueira foram: Bento Quirino dos Santos, seu irmão Antônio Quirino dos Santos e José Paulino Nogueira.

Esta pequena placa em mármore encontra-se encravada na rua Sacramento com rua Benjamin Constant e no meio da selva de pedra e fica para sempre a marca de episódio muito triste para cidade, como foi a epidemia de febre amarela e que dizimou muitas vidas.

Curiosamente ela passou pelos anos e século incólume em seu lugar.

Abaixo pode-se ver o local d'onde encontra o citado monumento, se assim o podemos chamar. Vê-se na foto em seu lado esquerdo.



13 de outubro de 2006

Personagem: Manoel Luís Osório (General Osório)


1808 - em 10 de maio nasce na Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio, atual município de Tramandaí – RS e é batizado em 23 de maio.

1821 ou 1822 – Muda-se para a povoação do Sal, na então Província Cisplatina e marcha, ao lado do pai, para combater as tropas rebeldes de Montevidéu.

1823 – Assenta praça da Cavalaria da Legião de São Paulo, antes de completar 15 anos e 13 de maio tem o seu batismo de fogo.

1824 – Passa a ser 1º. Cadete e 24 de dezembro é nomeado Alferes. Deixa a Legião de São Paulo e ingressa no Exército (1ª. linha).

1825 – Batalha de Sarandi.

1827 - Batalha do Passo do Rosário e em 27 de outubro é promovido a Tenente.

1828 – Engaja no arroio das Canas contra Laguna e Latorre.

1832 – Preso, arbitrariamente, pelo seu comandante, que faz de uma ocorrência familiar um caso de disciplina.

1835 – Casa-se, em Bagé, tendo como padrinho Emilio Mallet, que, mais tarde, cobrir-se-ia de glórias, a seu lado, na Guerra da Tríplice Aliança.

1835 a 1845 – Tem participação ativa na Revolução Farroupilha, onde combate ombro a ombro com Caxias, embora inicialmente, tenha sido atraído pelos revoltosos.

1838 – Nomeado interinamente Major-de-Brigada e instrutor de Cavalaria, pelo governo provincial e a 20 de agosto; após 11 anos como Tenente, é promovido ao posto de Capitão.

1842 – É promovido a Major, a contar de 18 de julho de 1841.

1844 – É promovidp a Tenente-coronel.

1846 – Toma posse na cadeira de deputado provincial, tendo sido eleito, pelo Partido Liberal, no ano anterior.

1851 a 1852 – Participa da campanha contra Oribe e Rosas.

1852 – Batalha de Monte Caseros. Torna-se o símbolo da vitória e em 03 de março é promovido por merecimento, no campo de batalha, ao posto de Coronel.

1856 – Nomeado Brigadeiro-graduado.

1857 – Expedição por ele organizada inicia a exploração dos ervais do Alto Uruguai, o que, mais tarde, caracterizaria seu titulo nobiliárquico.

1859 – Efetivado no posto de Brigadeiro.

1864 a 1865 – Campanha no Uruguai. É nomeado Comandante-em-Chefe do Exército Imperial, assumindo o comando em 1 de março de 1865, malgrado ser o oficial mais moderno.

1865 – Assinatura do Tratado da Tríplice Aliança. Osorio é o conselheiro militar da delegação brasileira; 08 de julho é promovido a Marechal-de-Campo e 18 de setembro tem a retomada de Uruguaiana.

1866 – Passagem do Paraná. É o primeiro a pisar o solo inimigo; em 2 de maio no Combate do Estero Belaco; em 24 de maio na Batalha de Tuiuti. Maior combate jamais travado na América do Sul e 15 de julho, já muito doente, passa o comando das tropas brasileiras a seu substituto legal.

1867 – Promovido a Tenente-general; em 22 de julho, Osório, novamente à testa da vanguarda aliada, reinicia o movimento, sob o comando geral de Caxias; 11 de dezembro tem-se Batalha de Avaí, onde um projétil inimigo fere-o gravemente em pleno rosto, fraturando-lhe o maxilar. A tropa o considera legendário.

1869 – Parte para o Rio Grande, para tratamento de saúde; em 6 de junho, assume o comando do 1º Corpo-de-Exército, em Piraju; em 12 de agosto tem-se ataque a Peribebui e 01 de dezembro faz o regresso para o Rio Grande, em precário estado de saúde.

1877 – Nomeado senador do Império pela província do Rio Grande do Sul, tomando posse em 28 de abril do mesmo ano. Em 27 de junho é promovido a Marechal-de-Exército graduado, seu último posto no Exército.

1878 – É nomeado Ministro da Guerra.

1879 – Adoece com pneumonia aguda. Acamado, não mais se recupera e em 4 de outubro falece o Centauro dos Pampas. Jaz na sacristia da Igreja de Santa Cruz dos Militares.

1892 – Em 21 de julho, seu corpo embalsamado é transladado para a cripta do monumento erigido em sua homenagem na Praça XV de Novembro – RJ.


Em Campinas recebeu a denominação de rua General Osório em 27 de abril de 1870, por iniciativa do vereador, dr. Antônio Dias Novais. Que até esta época era conhecida como rua das Casinhas.

12 de outubro de 2006

Personagem: Francisco Glicério de Cerqueira Leite

Francisco Glicério de Cerqueira Leite, nasceu em Campinas a 15 de agosto de 1849.

Com a morte do pai, em 1861, ele não ingressa na Faculdade de Direito, ao contrário de seu irmão mais velho Jorge Miranda. Trabalha como tipógrafo, professor de primeiras letras e escrevente de cartório, até obter o título de advogado provisionado, quando começa a prosperar. Ingressou no Clube Radical de São Paulo em 1867 e no Clube Republicano de Campinas em 1872.

Republicano e abolicionista, Francisco Glicério foi o companheiro de Quintino Bocaiúva, Benjamin Constant e Ruy Barbosa, na jornada de quinze de novembro de 1889. Campos Salles estava em São Paulo, donde só deveria chegar no dia 17. Curiosa e difícil de apreender a figura de Glicério. Rábula em Campinas, foi sempre o cabo dos cabos eleitorais, a maior força das urnas em seu Estado.

Campinas era a meca da República. Ninho de Estadistas, ali moravam, ou lá se reuniam, os grandes personagens da futura república. Mas nem Prudente de Moraes, com a sua austeridade, nem Bernadino de Campos, com sua audácia dinâmica, nem Campos Salles, com sua eloquência enfática, atrás da qual avia contudo, um grande senso das realidades, nem Jorge de Miranda, com o seu desapego às posições, que lhe dava entre os companheiros de propaganda republicana a limpidez de um diamante que desenha um engaste, nenhum deles pode jamais competir em popularidade, ante o povo, e em eficiência antes os companheiros, com o modesto leguleio do foro campineiro.

Ao tempo da propaganda Republicana era Glicério a grande figura de São Paulo. Outros os excederiam sob vários aspectos, nem ninguém se lembraria de negá-lo. Mas, pelo conjunto de autoridade que só ele era capaz de consertar nas mãos, pelas rivalidades pessoais que delia, pela multiplicidade de amigos que aproximava, Glicério era a encarnação visível do partido Republicano Paulista. Vivendo para os outros, Glicério nunca soube viver para si. Escolhendo o fazer-se amar, qualidade negativa nas democracias, nunca soube fazer-se temer, talismã de vitória nos regimes populares. Paupérrimo sempre, da advocacia com que procurava ganhar o pão, o interdito proibitório contra qualquer aspiração. E o mais esforçado, o mais prestigioso, o mais eficaz dos propagandistas de São Paulo, teve de morrer com esta mágoa: nunca se lembraram dele para exercer o governo em sua terra.

Em 1888, quando agravava-se o estado de saúde de Dom Pedro II, que estava na Europa, Francisco Glicério leu, num comício em Campinas um manifesto do Diretório de São Paulo, propondo que no caso da morte do imperador, o povo fosse convocado para dizer se queria o 3° Reinado, com a Princesa Isabel, ou um novo regime, repetindo o que já fizera a câmara Municipal de São Borja.

Francisco Glicério, um dos convencionais de Itú, chegara a conclusão que a Monarquia só cairia pela união de forças dos republicanos e dos militares, atitude essa que Quintino Bocaiuva discordava, por achar ser isso precipitação.

Em 1° de fevereiro de 1890, Francisco Glicério foi convidado pelo governo provisório do Marechal Deodoro da Fonseca, para ocupar a pasta da agricultura. Gozando da estima pessoal de Floriano Peixoto, auto-didata inteligente, sagaz, maneiroso, paciente, que soubera abrir brilhantemente o próprio caminho, num meio de plutocratas rurais, como era São Paulo, Francisco Glicério tinha as virtudes precisas para dirigir, entre mil escolhos diários, a espécie de caravançará partidário que construíra.

Glicério era o “general das Brigadas” (a representação parlamentar dos vinte Estados e do Distrito Federal), justificando, assim, pela primeira vez, os bordados de general honorário, que Governo Provisório lhe concedera, como aos seus outros ministros.

.............Foto de quando Ministro da Agricultura em 1901


Como Ministro da Agricultura, Glicério opos-se á concessão de garantias de juros para a construção do Porto das Torres, solicitada por um amigo íntimo de Deodoro. Como o Marechal insistisse, o Ministro pediu demissão, que não foi aceita.

O prestígio eleitoral de Glicério era tão forte, que em agosto de 1888, em pleno regime monárquico, o seu nome foi apresentado pelo Partido Republicano á uma vaga no senado, logrando a maior votação, ou seja, o dobro do seu opositor, não sendo porém o sido escolhido pelo seu Imperador.

Quando, em 1897 explodiu a revolta da Escola Militar do Rio de Janeiro, cujos os cadetes navegavam-se a entregar as armas e munições ali guardadas, que seriam enviadas ao Rio Grande do Sul, onde se anunciavam novos movimentos dos Federalistas, J. J. Seabra propôs na Câmara dos Deputados a formação de uma Comissão para se congratular com Prudente de Moraes. Glicério foi contra a proposta, que foi derrotada por 86 x 60 votos. Glicério, líder do Governo, dissera que se opunha à moção porque a Escola Militar era o reduto das glórias republicanas. Prudente rompeu com Glicério. Artur Rios renunciou à presidência da Câmara dos Deputados. Glicério reuniu seus companheiros para a escolha do próximo candidato à Presidência da República, tendo sido escolhido o Lauro Sodré, que disputou com Quintino Bocaiuva e Julio de Castilhos.

Glicério era homem de grandes horizontes, e preocupado com o ensino – ele nunca pisara numa escola, deu valioso apoio a miss Browe, que propunha a formação de uma Escola Modelo, ponto de partida para a reforma do ensino, até então em moldes arcaícos. Essa escola foi realizada e se transformou na Escola Normal da Praça da República berço de tantos professores ilustres que tornaram o ensino paulista um dos melhores do país.


Glicério, carregando o caixão, no enterro de Campos Salles em 1913

A figura de Francisco Glicério, no cenário nacional, popular que sustentou a nova República. A sua vóz autorizada evitou que Floriano Peixoto, que assumira a Presidência da Republica em substituição ao Marechal Deodoro, num momento de greve e crise, estende-se a São Paulo as medidas coercitivas utilizadas severamente em outros Estados.

Homenageando a grande figura do republicano; os vereadores dr. Salvador Leite de Camargo Penteado e Antônio Álvaro de Souza Camargo, na sessão de 25 de novembro de 1889, propuseram que se troca-se o nome da rua do Rosário para rua Francisco Glicério, que futuramente passaria a ser uma avenida. Sendo atualmente via central da cidade de Campinas, onde se encontram a maioria dos bancos.



Francisco Glicério de Cerqueira Leite faleceu no Rio de Janeiro, a 12 de abril de 1916.

No Cemitério da Saudade, em sua terra natal - Campinas, o túmulo de Francisco Glicério possui registros do projeto e da lei que deliberou a construção pela Câmara Municipal, em 1920. Está localizado na alameda principal do cemitério.

11 de outubro de 2006

Monumento: 1927 - Monumento do Café


Foi colocado no Largo do Pará pela Comissão Central Organizadora das Festas do 2º. Centenário do Café no Brasil e inaugurado em 27 de novembro de 1927, pelo então prefeito da cidade de São Paulo. Dr. Pires do Rio.

Foi executor da peça, o escultor Celso Antônio. O monumento tem 4 faces simbolizando cada uma: o cafeeiro, o português, o preto escravo e a mulher italiana. Está assim, explicada a evolução do café desde o seu plantio até a época do 2º. Centenário da sua introdução no Brasil.



Um pouco antes de sua inauguração, em setembro de 1927, realizou-se na capital paulista o Congresso e Exposição do Café.

Pela resolução no. 855, de 1º. de outubro de 1927, o prefeito Orosimbo Maia autorizou a ida de uma representação de Campinas às solenidades, bem como, cedeu o terreno necessário à localização do Monumento do Café; no Largo do Pará.

10 de outubro de 2006

Personagem: Barão de Jaguara


Muitas são as pessoas que desconhecem os motivos da denominação que distingue uma das principais artéria da cidade e quem foi o Barão de Jaguara.

Chamava-se dr. Antonio Pinheiro de Ulhôa Cintra, nascido a 12 de novembro de 1837, em São Paulo e onde faleceu a 14 de julho de 1895. Foi médico, deputado e presidente de São Paulo; e durante 25 anos clinicou em Moji-Mirim, grangeando grande reputação como médico.

A 14 de julho de 1887, depois de exercer as funções de deputado na Assembléia Geral pelo nono distrito, foi nomeado quinto vice-presidente da província e a 20 de junho de 1888 foi agraciado com o título de Barão de Jaguara, em atenção aos valiosos serviços prestados como diretor da Cia. Mogiana, tendo sido nomeado presidente da província em 6 de abril de 1889, prestando nessas funções relevantes serviços a Campinas durante a epidemia de febre amarela (ano de 1889), conseguindo da Assembléia a autorização para o governo conceder um empréstimo de dois milhões de cruzeiros à Prefeitura de Campinas, empréstimo esse transferido para a Cia. Campineira de Águas e Esgotos para a conclusão das obras de abastecimento de água e esgoto.

Esteve pessoalmente em Campinas examinando o estado lastimável desta cidade durante a epidemia e tudo fez para debelar o mal. A Câmara Municipal, interpretando o sentimento do povo da antiga rua Direita deu a denominação de rua “Barão de Jaguara”, que é hoje uma das mais importantes ruas de Campinas, sendo comumente conhecida por “rua Barão”.


9 de outubro de 2006

Curiosidades: 1873 - Colégio Culto à Ciência

........ Fachada principal do estabelecimento em 1897


Em 13 de abril de 1873 foi inaugurado o Colégio “Culto à Ciência”, que começou a funcionar no mesmo ano da inauguração. O então secretário da sociedade maçônica, o dr. Manuel Ferraz de Campos Salles fez um discurso salientando, entre outras coisas, a necessidade da “instrução popular.”

A escola deve seu nome à “Sociedade Culto à Ciência”, cujos membros, pertencentes à Comissão de Justiça da loja Maçônica Independência de Campinas, decidiram, no ano de 1869, pela criação de um estabelecimento de ensino leigo na cidade. Inaugurado em 1873, como “Colégio Culto à Ciência”, foi dirigido pelos maçons até a dissolução da Sociedade, passando para o poder público em 1892.

O nome da escola é uma referência aos ideais positivistas, pois, para eles, “a razão era o novo guia da humanidade e cultuar a ciência era o mesmo que cultuar a razão”.

O primeiro surto de febre amarela em Campinas, em fevereiro de 1889, obrigou o Colégio a suspender suas atividades, que foram reiniciadas somente em julho daquele mesmo ano. Em 1890 as aulas foram reiniciadas em janeiro mas, o funcionamento da escola foi novamente interrompido pois a febre amarela, que tomou conta da cidade, ainda não tinha sido completamente debelada.

Durante o ano da proclamação da República e no ano seguinte o Colégio não funcionou regularmente, voltando às suas atividades somente em 1891 quando a situação financeira da “Sociedade Culto à Ciência” estava abalada.

O Colégio sempre enfrentou dificuldades financeiras, sobretudo pelo grande número de alunos pobres que não tinham condições de pagar nem a taxa de matrícula e as prestações cobradas aos alunos serem irrisórias. A Sociedade que havia idealizado o Colégio estava mais preocupada, naquele momento de grave crise financeira dele, em assumir o governo da República. Nesse contexto foi realizada a última assembléia da Sociedade, em 24 de dezembro de 1892, na qual ficou decidido que todo seu patrimônio passaria para a municipalidade campineira, para fins únicos de instrução, como previa o artigo 43 de seus estatutos.

O prédio em que funcionava o antigo Colégio ‘Culto à Ciência’” passou a pertencer ao Estado dois anos depois. Conforme Lei nº 284, de 14 de março de 1895, o então governador do Estado, Manoel Ferraz de Campos Salles, criou o Ginásio de Campinas. Instalado e inaugurado em 4 de dezembro de 1896, quando era Secretário do Interior Antonio Dino da Costa Bueno, o ginásio foi instalado no prédio onde funcionara o Colégio Culto à Ciência.

Esse prédio permanece até os dias atuais, e mantém o estilo da arquitetura clássica francesa do século XVII, ainda que tenha passado por algumas reformas.

Segundo o Anuário do Ensino do Estado de São Paulo (1907 e 1908), desde sua fundação até 1908, só se bacharelaram ali 32 alunos, devido às epidemias de febre amarela.

Compunham seu corpo docente, em 1907: Américo Brasiliense Antunes de Moura, catedrático de Português; Bento Ferraz, de Literatura; Dr. João Keating, de Francês; José Stott, de Inglês; Dr. Camillo Vanzolini, de Italiano; João von Atzingeti, de Alemão; Dr. Eduardo Gê Badaró, de Latim; Henrique Augusto Vogel, de Grego; André Perez Marin, de Aritmética e Álgebra; Ernesto Luiz de Oliveira, de Geometria e Trigonometria; Luiz Bueno Horta Barbosa, de Mecânica e Astronomia; Manoel Agostinho Lourenço, de Física e Química; Francisco Furtado Mendes Vianna, de História Natural; Gustavo Enge, de Geografia; Basilio de Magalhães, de História do Brasil e interino de Historia Universal; Dr. Abílio Alvaro Miller, de Psicologia e Lógica. Eram auxiliares de ensino os Srs. José Villdgelnn Junior, professor de Desenho, e Jorge Carlos Guilherme Hennigs, professor de Geometria. Era preparador de Física e Química o sr. Eugenio Buleão.

O número de alunos matriculados no ano de letivo de 1907 foi de 99, com a freqüência média de 88.

No ano de 1942 o ensino secundário foi dividido em dois ciclos: o primeiro, de quatro anos, formando o curso ginasial e o segundo, de três anos, compreendendo dois cursos paralelos: o clássico e o científico. Devido a esse acontecimento, o Ginásio de Campinas passou a denominarse, em 9 de abril de 1942, Colégio Estadual de Campinas.

No dia 4 de dezembro de 1946, o Colégio comemorou cinqüenta anos de existência como instituição oficial. Houve muitas comemorações nessa data e a Associação dos ex-alunos pleiteou a volta à denominação “Culto à Ciência” para o Colégio Estadual de Campinas.

Ocorreu, então, um fato pitoresco. O então governador, Dr. Ademar de Barros, entendendo que Campinas pretendia cultuar a ciência, assinou o decreto nº 17.306 em 17 de junho de 1947, alterando o nome do Colégio para Colégio Estadual “José Bonifácio”, considerando que José Bonifácio representava a homenagem que o corpo docente e toda a cidade de Campinas desejava prestar às ciências. Dessa forma, o Colégio levou o nome de “José Bonifácio” até o dia 1 de julho do mesmo ano, quando o decreto nº 17.350 entrou em vigor dando-lhe a denominação de Colégio Estadual Culto à Ciência.

O Sistema de Informações Educacionais da Secretaria de Estado da Educação indica que o decreto nº 8.761, de 12 de outubro de 1976, apontado no Diário Oficial de 13 de outubro de 1976, altera o nome da escola para Escola Estadual de Segundo Grau Professor Benedito Sampaio. O decreto nº 8.795, de 14 de outubro de 1976, apontado no Diário Oficial de 15 de outubro de 1976, torna sem efeito o decreto anterior, voltando para a denominação de Escola Estadual de Segundo Grau Culto à Ciência.

Conforme resolução nº 12, de 1 de dezembro de 1992, publicada no DOM de 24 de dezembro de 1992:08, o prédio do Colégio Culto à Ciência, situado à rua Culto à Ciência nº 422, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas – CONDEPACC.

Atualmente a escola oferece Ensino Médio (Geral).

Endereço atual:
Rua Culto a Ciência, 422 – Botafogo
Campinas, SP – CEP 130 20060
Telefone (19) 3232.3511

8 de outubro de 2006

Curiosidades: 1888 - Os suíços chegam

Os primeiros suíços vieram para a região em 1888 e se instalaram no bairro Helvetia, em Indaiatuba. Seus filhos e netos abandonaram a tradição agrícola da fase áurea do café e se integraram à sociedade campineira. A história dos suíços está escrita no livro Memórias de um Filho da Colônia Helvetia no Brasil, do padre Polycarpo Amstalden. A preocupação dos descendentes é manter a língua com aulas na comunidade e preservar a tradição, como a arquitetura, que guarda lembrança da Suíça.

7 de outubro de 2006

Curiosidades: 1918 - Chegam os japoneses

Os japoneses começaram a chegar em 1918 e a maioria das farmílias se dirigiram para as fazendas de café, como a Tozan, na região norte da cidade. A maior parte delas veio de Okinawa e o dialeto da ilha ainda é preservado. Assim como outros imigrantes, os japoneses também lutam por manter suas tradições. Um exemplo é o Clube Nipo-Brasileiro, no Jardim Guanabara, que procura manter os laços dos japoneses acesos e reverenciando sua terra natal e seus antepassados.

6 de outubro de 2006

Curiosidades: 1856 - Chegam os alemães

Os alemães chegaram à cidade por volta de 1856 e em 1870 criaram o bairro Friburgo, a 12 quilômetros do centro de Campinas, entre Monte Mór e Indaiatuba. Poucas famílias mantêm hoje propriedades no local e somente os descendentes mais idosos ainda se apegam às tradições, como por exemplo o uso do dialeto plau deustsch. Apesar disso, a maioria das novas gerações se empenham por restabelecer as tradições. E assim criando-se grupo de dança, além dos constantes encontros para celebrar festas típicas.

5 de outubro de 2006

Personagem: Manuel Ferraz de Campos Salles - Um campineiro na Presidência da República

Mesmo sem fazer carreira política em Campinas, Manuel Ferraz de Campos Salles foi um dos primeiros políticos da cidade a despontar no cenário nacional; foi o único campineiro que chegou à presidente da República. Ele foi o quarto presidente empossado na República Velha, sucedendo Prudente de Morais, entre 15 de novembro de 1898 e 15 de novembro de 1902. Pelo motivo de ter chegado ao cargo máximo da nação, é considerado o maior político que Campinas já produziu.


1841 - em 13 de fevereiro nasce Manuel Ferraz de Campos Salles, então na Vila de São Carlos, atual Campinas.

Desenho da casa onde nasceu Campos Salles. Situada na antiga rua Bom Jesus, hoje av. Campos Salles no. 23 e ficava na esquina da rua Regente Feijó. Já não existe mais.


Seus pais: Francisco de Paula Salles e Ana Cândida Ferraz

1863 – Forma-se na Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Prudente de Morais.

................. ..Primeiro jornal de Campos Salles


1865 – Casa-se com a prima-irmã, por parte de pai, Ana Gabriela de Campos Salles, com quem teve três filhas e um filho.


1867 – Elegeu-se Deputado Provinciano por São Paulo, pelo Partido Liberal.

1872 – Tornou-se membro do Partido Republicano Paulista (PRP).

1873 – Participou da Convenção de Itu, fundando efetivamente o PRP.

1881 – Reeleito Deputado

1885 – Elegeu-se Deputado Geral pelo PRP

1889 – Assumiu o Ministério da Justiça no governo provisório. Adotou medidas como a lei do casamento e registros civis e separação entre a Igreja e Estado, reforma do Código Penal e a organização da Justiça Federal.

......................... Quando Ministro da Justiça

1891 – Elegeu-se Senador para a Assembléia Constituinte, ficando no Senado até 1896, quando passou a governar São Paulo.

1897 – O nome de Campos Salles e do vice, Rosa e Silva, vão à convenção.

1898 – Eleito Presidente, em março, com 174 mil votos contra 16 mil da oposição.

Presidente da República no Palácio do Catete, Rio de Janeiro

1898 – Assume a presidência em 15 de novembro, com as metas de reestabelecer a confiança da comunidade internacional com o país e sanas as finanças.

Campos Salles e família em 1898, quando Presidente da República.

1900 – Para abafar políticas internas criou a Política dos Governadores, estabelecendo do acordo entre Governo Federal, governos estaduais e os coronéis.

1902 – Fim do mandato, apesar de recuperar as finanças, empobrecera ainda mais as camadas popularea, deixando o cargo extremamente impopular.

1905 – Nome é lembrado para sucessão presidencial de Rodrigues Alves, mas desiste da candidatura.

1907 – Escolhido candidato ao governo de São Paulo, derrotado por Albuquerque Lins.

1909 – Reeleito Senador.

Última foto de Campos Salles, em Buenos Aires, Argentina.

1913 – em 28 de junho morre Campos Salles, aos 72 anos, na cidade de Santos

............................. Enterro de Campos Salles.

4 de outubro de 2006

Curiosidades: 1798 - O primeiro inventário

O primeiro inventário processado em Campinas foi no ano de 1798; avaliação dos bens de José Corrêa Marques. As custas importara: em 10,200. Dentre o bens, contavam: 1 escravo de nome Simplício, 11,00; 1 creolinha de um ano, 16,00; uma mulata (20 anos), 150,00; 1 cavalo, escuro 5,00; 2 vacas vehas, 3,20; 21 porcos, 21,00; etc.. O Juiz recebeu 40 centavos; o escrivão 6,50; os avaliadores 1,20; os partidores 1,00 e o contador 80,00.

3 de outubro de 2006

Monumento: Mãe Negra

A arte é de Júlio Guerra, fundição de Antonio Di Giordono, e é uma réplica do que existe na Largo do Paissandu, na cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo. Foi instalado em 1983 no Largo São Benedito.

2 de outubro de 2006

Memória Fotográfica: O sobrado dos Alves Pinto

Este belo edifício ficava localizado no cruzamento entre a av. Francisco Glicério e rua Barreto Leme. A foto de 1982 mostra o início da demolição. O sobrado foi mandado construir com material importado da Itália e de mármore de Carrara, por Próspero Bellinfanti. Nele faleceu Rafael Andrade Duarte, historiador, político (exerceu, inclusive, o cargo de prefeito), teatrólogo e poeta.

1 de outubro de 2006

Curiosidades: 1880 - Italianos substituem os escravos

Os italianos, principal corrente imigratória no Brasil, chegaram em 1880 a Campinas e se concentraram nos distritos de Sousas e Joaquim Egidio, então povoados pelos escravos negros que trabalhavam nas fazendas. Com a libertação dos escravos, substituíram os negros na cultura do café e poucas décadas depois já haviam acumulado capital suficiente para se tornarem pequenos proprietários e comerciantes, mantendo a cultura de subsistência e criação de gado.

A cultura brasileira foi decisivamente influenciada pela italiana, que se mantém graças às associações das várias cidades da região. Em Campinas é comemorado o Dia da Comunidade Italiana em 17 de abril, referência à fundação, em1881, do Circolo Italiani Uniti, que se transformou na Casa de Saúde de Campinas.